Fuçando na internet, o espião atual, pouco ou nada vai a campo, bisbilhotando a oferta de informação aberta na rede.
Foto:Rompo um pouco a tradição iniciada com estas Notas feitas primeiramente para o portal de Claudemir Pereira. Desta vez proponho um debate sem hiperlinks e mais reflexivo. Vamos conversar sobre as fontes de uma investigação, em especial de uma, nova e muito utilizada, o portal de relacionamentos orkut.
Em qualquer manual de investigação, seja jornalístico, policial ou de espionagem, a primeira fonte é a primária. Esta é, por definição, aberta e pública. Ao lado deste conceito, está uma caravana e um oceano de informações. A própria mídia, a grande, com M maiúsculo e com verbas ainda maiores, torna-se fonte primária para apurar a vida, hábito, padrão de consumo e outros aspectos da vida de cada um.
Dentre as novas Tecnologias de Informação (TICs), os softwares que geram interatividade, incluem-se os portais de relacionamento. Podendo ser acionados de suportes com acesso a internet, a invenção da mega-empresa Google, chamado Orkut, torna-se fonte e prova judicial.
Recordo quando o espaço virtual ainda era apenas para comentários post-factum. Assim, o debate porterior a notícias, fatos e vivências na web, isto a partir do mundo físico. Em pouco tempo, a lógica se inverteu e a mídia jornalística da web supera o rádio, não em abrangência, mas no instantâneo. Com isso, o fato político, pode se tornar fato jornalístico e dependendo do volume, a circulação pela rede mundial de computadores já basta. Hoje, apurar o orkut de envolvidos com causas e casos policiais é norma.
Vejamos a breve coletânea. Uma desgraça da vida e dos sentimentos ocultos. Um professor de música, com mais de 30 anos, e sua aluna de 13 anos, se matam em um motel do bairro Agronomia
Vejam o paradoxo,
Nota originalmente publicada no portal de Claudemir Pereira
