A eterna cegueira da mídia brasileira baila de cola atada com a mesmice de uma esquerda que chegou ao governo e não tinha projeto de poder algum. A caricatura de Fidel não pode atirar no poço do fim da história episódios como o da defesa de Playa Girón.
Foto:A renúncia de Fidel foi amplamente coberta pela mídia grandona. A atenção especial foi dada pelas revistas semanais. A Carta Capital pôs intelectuais de esquerda convencional a comentar a trajetória do mito em vida; Época gerou uma dúvida e Veja fez a canalhice de sempre. O que definitivamente não temos no Brasil é uma capacidade de crítica por esquerda.
Falar de Cuba e de Fidel Alejandro Castro Ruz é entrar
Entre a vitória em 1º de janeiro de 1959 e a fusão total do PCC cubano, a sociedade ficou com seu rumo
Infelizmente o tema foi mal abordado pela mídia daqui e a tal da “esquerda” conseguiu debater a Fidel Castro com o vedetismo de sempre. Raul sempre foi a pior escolha, assim como a associação do regime de partido único com a igualdade sócio-econômica. Não há rectificación que alcance a mescla terrível de ortodoxia stalinista com capitalismo de mercado selvagem. Ah, me refiro às amizades de Raul com o comitê central do PC chinês, o maior partido confucionista do mundo. Este é um eixo de análise deixado de lado, só para varia.
Como quase sempre, fazemos o pior dos debates, partindo de caricaturas e preconceitos. Com tanta mediocridade conceitual é impossível debater qualquer coisa.
Esta Nota foi originalmente publicada para o portal de Claudemir Pereira
