O senador paranaense recebeu e plantou a bomba informativa na mídia e blogosfera nacional. O fôlego da boataria estará na CPI do Senado. Corrigir as falhas estruturais não está em pauta.
Foto:Esta Nota discorre ainda sobre o tema do dossiê da Casa Civil, roubado de dentro deste órgão da Presidência; passado para o senador tucano paranaense Álvaro Dias; transmitido para a ilibada publicação ítalo-sul-africana em formato de revista semanal chamada Veja e depois retroalimentado pelo jornal paulistano da família Frias.
No último sábado, dia 5 de abril, às 7.40 da manhã tive a oportunidade de conceder entrevista para a Rádio Eldorado AM de São Paulo, do Grupo Estado, programa Jornal Eldorado, cuja âncora naquele dia era a jornalista Vanessa Di Sevo. É sempre bom conversar com uma parte dos ouvintes e consumidores de informação mais qualificados do país. Não me refiro necessariamente a poder aquisitivo, mas sim a capacidade cognitiva e múltiplas interpretações. O tema, como quase sempre, é a parte que me toca e muito me orgulha no latifúndio da blogosfera brasileira. Quando a coisa pesa e é preciso uma análise balizada no ultra-realismo, é a hora de opinar.
Esta Nota não diz respeito ao comentário da entrevista, mas ao conteúdo. Por vezes, falar o óbvio é o mais difícil. Vamos aos fatos mais ou menos confirmados e quase nunca aprofundados:
…o dossiê foi montado dentro da Casa Civil. Não é nada demais, uma base de dados registrados a partir de compras feitas com sinais magnéticos transmitidos via fone.
….duas hipóteses tramitam no imaginário daqueles que lêem e fazem política no Gigante Adormecido. Se foi roubado fisicamente, ou seja, através de alguém que transita no órgão outrora ocupado por Golbery do Couto e Silva; ou se algum craque da informática invadiu os computadores da Casa Civil e de lá retirou as informações.
…para os dois casos a necessidade de investigação é urgente. Ambas situações implicam em quebra de segurança do órgão auxiliar do presidente da 11ª economia do mundo. Assim, se era para investigar, tal investigação deveria já estar apresentando resultados, e não ficar só no tiroteio declaratório nos microfones e câmaras da nobre mídia nacional.
….mesmo tendo recebido um soco no baço, nada justifica uma série de declarações com tom policialesco forcejando para que um repórter abra sua fonte. Isto é um absurdo e se assim prosseguir, o pouco de jornalismo que existe (e é tri miúdo) irá simplesmente desaparecer.
…se este governo não fuçou nem no banco dos Bornhausen, pisando macio e melando a CPI do Banestado; porque iria entrar na celeuma dos gastos com estilo Higienópolis-Broadway-Bloomingdales-Quartier Latin de Dona Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso, se arriscando a compará-los com os gastos à
…insisto com o tema. A oposição agora quer bater, mas quando tinha de bater com firmeza deram para trás. A UDN até quis, mas Marchar com Deus pela Democracia de Mercado contra os bancos era loucura, segundo o PSD, que por sinal tinha razão. Ninguém apertou nem o Okamotto e não dissecaram as contas do Duda Mendonça; isto sendo que o publicitário, marketeiro eleitoral confessa o crime de evasão fiscal na frente das câmaras do país; a ópera bufa concluiu com a gritaria de Mercadante. O “desabafo” louco do professor de economia da USP, ex-colega de departamento de Zélia Cardoso, hoje senador da república pela locomotiva do país era o mote para a UDN ir à forra “limpando o mar de lama” do PTB Lulista. Nada fez, até porque tinha rabo preso e sujo, bem sujo, sujo de Araucária e Cacau….
…agora, é ir com tudo rumo à CPI do Senado, contando com a dobradinha do coronel potiguar-mossoroense José Agripino Maia (UDN-DEM-RN) e o faixa preta de Carlson Gracie, o manauara-amazonense, senador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto (PSD-PSDB-AM). Se a “lealdade” da base aliada for igual a manifesta na CPMF, é bom o governo abrir o cofre e sacar umas emendinhas antes de começarem as festas juninas e equivalentes pré-eleitorais.
…vai ser assim: bater no Senado para lavrar as verbas nos rincões e cafundós municipais. Quem chorar mais leva a fatia do bolo mais gorda….isso sim que é neoinstitucionalismo aplicado no mundo real….
