Fora Maurício de Souza (que realizou cerca de sete longas), Otto Guerra é o primeiro animador brasileiro a ir além do primeiro longa-metragem de animação. – Foto:” alt=”Fora Maurício de Souza (que realizou cerca de sete longas), Otto Guerra é o primeiro animador brasileiro a ir além do primeiro longa-metragem de animação. – Foto:” class=”image”>O apoio financeiro é de extrema importância para um Estúdio de Animação no Brasil, para que se possa encarar a produção de um longa-metragem. Mesmo os grandes estúdios, como a Mauricio de Sousa Produções, têm que recorrer a diversos acordos e contratos para dar conta do custo de uma animação de longa duração. Devido a estas dificuldades muitos artistas especializados saem do país para trabalhar em estúdios gringos e colaboram em projetos de grande alcance, como nos casos de Carlos Saldanha (co-diretor de A era do Gelo2) e Eduardo Gurman (que participou da produção de Animatrix).
Infelizmente nós não temos uma produção à vista de nossos olhos, o que se mede pela grande dificuldade de comercializar, distribuir e exibir. No exterior também há esse desconhecimento. Basta acessar as páginas das associações internacionais de Cinema e Animação, por exemplo, e ver o tema dos artigos publicados especificamente sobre animação. Não há quase menção das produções brasileiras.
Há esperança, se novas oportunidades aparecerem as possibilidades de produzir trabalhos originais, como Anabel, de Lancast (primeira animação brasileira na Nickelodeon) ou o longa Wood & Stock, baseado nos quadrinhos de Angeli, são muito maiores. As oportunidades podem ser escassas, mas a criatividade e a vontade vês sempre
Revisão: Bruno Lima Rocha
Texto de Daniela Soares, editora do trecos&trapos.
