Robert B. Zoellick é o 11º presidente do Grupo Banco Mundial. Nomeado por George W. Bush, antes fora alto executivo – do staff mundial – do banco Goldman Sachs Group; não por acaso, uma das instituições financeiras que sofrera intervenção do Fed estadunidense, sendo postos em cana alguns de seus principais operadores.
Foto:5ª 26 de junho de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos traídos
A mídia gaúcha não se resume aos poucos jornalões e as rádios AMs e as FMs de informação. Não, a indústria de bens simbólicos e signos, ultrapassando o marco de poucas famílias e o monopólio de sempre do clã Sirotsky. Mas, esta “mídia”, quase toda, fez um acordo velado. Em determinados assuntos é realizado um pacto, e este é “imexível” como dizia o velho ministro pelego do Trabalho, o judoca de nome Antônio Rogério Magri, titular da pasta no governo de Collor. O autor da façanha lingüística caíra em função de um cachorro de estimação (pet na gíria agringalhada) e de R$ 30.000,00. Pois bem, tal e como Pedro traiu o Messias por poucas moedas e diante do espelho, o Rio Grande está posto à venda, remate da Província do Eucalipto. E, parte do “road show” de vendas é uma indústria de comunicação domesticada, fabricante de signos que associam capital financeiro ao progresso!
Tamanho nariz de cera é do tamanho do Pinóquio midiático que vivemos. O “empréstimo” do pago com o Grupo Banco Mundial, capitaneado pelo fiscal da Receita cedido para a FEE e desta para a Secretaria da Fazenda, Aod Cunha, é uma pauta proibida se não for para martelar a favor. O “turco” bem o sabe e comandara o espetáculo dantesco, quando a gloriosa câmara alta da República, manteve sessão aberta apenas com três ilibados senadores, dentre eles Jorge Afonso Argello (Gim Argello, PTB-DF), aliado de Roriz e do colchão de R$ 2 milhões do Nenê Constantio (dono da Gol). Pedro Simon (PMDB-RS) ocupara a tribuna revezando-se com o Udenista Heráclito Fortes (DEM-PI). Tudo para receberem a papelada que tramitava no Senado, rumo à Comissão de Avaliação Ecnômica, que tem a batuta do professor de economia e réu confesso perante o país e Duda Mendonça, Aloizio Mercadante (PT-SP).
O tal do “empréstimo” teve um contraponto, tal e como aquele homem de meia idade que,
Pelo visto a escolinha virou deseducação. Nos anos ’20, uma atitude heróica de tenentes gerou o mito dos 18 do Forte. Na primeira década do século XXI, os 18 são os da carta do Lair, são jornalistas e duvido muito que sejam apenas o dobro de 9. Não, são 180 ou mais, já que até os bem intencionados esqueceram o poder dos pseudônimos. Na gíria dos coleguinhas, ninguém deu nada e Casarotto não obteve um mínimo de centimetragem nem segundos radiofônicos ou televisivos. Na tarde de 3ª, 24 de junho, tornei-me ainda mais chato e enviei correspondência de internet para alguns “colegas”, estes na proa do ofício de José Hipólito da Costa. Como não me agrada a fofoca e entendo a privacidade como um direito inalienável não reproduzir aqui o destinatário do correio eletrônico. Já o conteúdo, essencialmente era afirmar que existe uma opinião conflitante, de valor e com estudo rigoroso a fundamentar o tema. Infelizmente, a autocensura e o fantasma do Jabá e as amizades e intimidades com os poderes transitórios no estado das sistemistas é mais forte. Justiça seja feita, se o RS está à venda ou para ser alugado, é a União a fiadora. Em politiquês nacional: os tucanos gerencialistas do Pago estão a vender o Rincão e o fiador do negócio é Arno Augustín, autor da bravata da moratória, cujo repuxo o digníssimo economista não bancou mais que três semanas quando tomava conta dos pilas daqui.
Estamos na tarde de 25 de junho e a censura paira sobre a mediocridade intelectual e midiática do Rio Grande. Triste condição para a terra de pajadores, cueras, tauras, bugres, guascas, poetas, romancistas e cronistas. Mas, se vale a afirmação, esta pauta não caiu e nem morrerá de morte morrida, só de morte matada.
Esta Nota em formato de artigo é a cinqüentenária que escrevo para o amigo e brioso jornalista da Boca do Monte, Claudemir Pereira.
