Charles Humphrey Keating Jr. foi a cabeça visível da hidra que fraudou a poupança dos EUA, durante a era do Reganomics. John McCain era um de seus cinco senadores de confiança conhecidos como Keating Five.
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Bruno Lima Rocha
1º de outubro de 2008, Vila Setembrina, Continente de São Sepé, Liga Federal
Na 2ª feira
Esta hipótese parte de fonte especializada. Na 5ª 25 de setembro o jornal
Ele apresenta uma tese bastante razoável, cuja semelhança com a fraude de 1987 está no modus operandi. Afirma Jean-François que um banco pode se equivocar em até 10% dos empréstimos, mas não em milhares deles. Isso por si só já caracteriza gestão temerária. Partindo dessa premissa a fraude se inicia através de tráfico de influência. Mediante contatos políticos, operadores ocupam postos-chave em uma instituição financeira, controlando as operações de crédito e risco. Após, pessoas de confiança se concedem montantes volumosos de empréstimos, sem garantia real. A forma de aumentar a bolha especulativa é através da indústria imobiliária, via contratos com construtores, incorporadoras, corretores. Simultaneamente, funcionários públicos e privados aprovam os créditos podres avalizados por empresas de análise de risco que corroboram a aventura financeira. Qualquer semelhança com a bolha imobiliária japonesa do final da década de ’80 não é nenhuma coincidência.
O raciocínio do comissário François aponta essa cadeia de eventos como um método recorrente. Isto também é verificável no livro “McMáfia, crime sem fronteiras” (Cia das Letras, 2008) do jornalista inglês Misha Glenny. Para Glenny, o nexo político-criminal passa pela fraude como forma de crime sem vítimas físicas. Nesta modalidade, que é filha direta da liberalização do fluxo entre mercados financeiros, quem sofre é o dinheiro do contribuinte. O rombo sempre é pago deslocando os recursos de toda uma sociedade.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
