Mesmo se acercando das posições de Tarso Genro, a ex-estudante de jornalismo da PUC RS, não deve se dedicar à campanha da ex-afiliada do PC do B, Maria do Rosário.
Foto:Bruno Lima Rocha
4ª, 15 de outubro de 2008, Viamão/RS
Se acerca a data do 2º turno e os 15,3% de votos recebidos pela deputada federal Manuela D’àvila são arduamente disputados. Dos três grandes partidos que compuseram a Coligação Porto Alegre é Mais (PC do B, PSB e PPS), apenas um já anunciou sua neutralidade. Aliado histórico do PT, o PSB elegeu apenas um vereador, mas disse ser neutro no segundo turno da capital gaúcha. Isto, segundo seu presidente estadual, “é uma demonstração de maturidade”. Para os demais, a vida se apresenta mais difícil.
Conforme eu havia dito, a direção nacional do PC do B definiu em reunião realizada em 9 de outubro em São Paulo, a posição da sigla quanto ao segundo turno em algumas capitais.
Já o PPS respira aliviado com a eleição proporcional, quando se coligou também com o PC do B. Tinha dois vereadores na capital e entra 2009 com três. Isso dá uma sobrevida ao partido, que corria o risco de minguar no cenário político local. Em outubro de 2007, José Fogaça retorna ao PMDB pelos braços de Pedro Simon. O ato causou um cisma no partido, que tinha a prefeitura de Porto Alegre como sua estrela. Ainda assim, foi difícil segurar a disciplina interna e manter-se afastado da campanha para a reeleição de Fogaça. Em função disso, o PPS entrou na campanha com parte de seus quadros não se dedicando a apoiar Manuela. Agora, provavelmente vai se “manter neutro” na declaração, mas na prática sua base tentará garantir a reeleição de seu ex-afiliado.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
