O dispositivo de da 2ª linha do BPChoque da Polícia Militar paulista atacou e sofreu o revide dos seus colegas da Polícia Civil em greve há mais de 30 dias. O modelo entra em colapso com o fenômeno da sindicalização policial.
Foto:São Leopoldo, Vale dos Sinos, 22 de outubro de 2008
Na tarde de quinta, 16 de outubro,
Quando um dos lados, no caso Serra, não reconhece a interlocução indicada e há ânimo de luta na base social mobilizada, se abrem duas variáveis. Uma, a comissão de negociação desiste, “apazigua” a idéia de indignação e o protesto se tranca. A segunda, a base avança com ou sem a sua direção e se manifesta de forma direta. Os dispositivos da Polícia Militar ficaram emparedados. Se deixassem os colegas da Civil passar, isto caracterizaria insubordinação. Ao tentar impedi-los, tinham em conta que estavam diante de um adversário à altura. Dada a capacidade técnica das duas corporações, apesar de toda violência absurda, até que as baixas foram poucas.
Outros fatores tornam a situação ainda mais grave. Primeiro, a batalha campal se deu no perímetro de segurança
No Brasil, a Polícia Militar e a Polícia Judiciária (Civil), não se complementam e muitas vezes rivalizam entre si. Já afirmei este conceito antes. Vivemos uma verdadeira Babel policial. Um modelo de racionalidade gerencial implica em polícia unificada, carreira e academia inicial únicas, nível superior para todas as funções investigativas e dedicação integral para o trabalho policial. Enquanto isso não acontecer, o país passará por outras situações limite.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.
