O ex-dirigente do PRC e atual ministro da Justiça, catapulta seu intento de marcha rumo ao Piratini através da vitória ao longo da BR 116. Se fizerem uma devassa nas contas de Canoas, ninguém tem idéia de onde isso pode parar.
Foto:4ª, 29 de outubro de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos, Continente de São Sepé, Liga Federal
As eleições municipais gaúchas apontam dois vitoriosos e um novo mapa metropolitano. Os chefes políticos ganhadores foram o ministro da Justiça Tarso Genro (PT) e o senador Pedro Simon (PMDB). O grupo de Tarso venceu em Canoas, a terceira maior cidade do estado. Para conquistar a vitória de Jairo Jorge,
Já Simon saiu triunfante como estrategista político por dois motivos. Primeiro, se ratifica como a maior liderança do “seu MDB”. Isso porque a outra referência para todo o estado, o deputado federal Eliseu Padilha, está de perfil baixo por ser um dos investigados na Operação Solidária. Segundo, tirou José Fogaça do PPS trazendo-o de volta para sua legenda de origem. Com isso, desestruturou a base do grupo vinculado ao ex-governador Antônio Britto, ganhou a prefeitura de Porto Alegre e abriu a cancha para o Piratini em 2010.
A vitória destas lideranças veio acompanhada de duas novidades. O PMDB jamais havia ganhado a eleição para a prefeitura de Porto Alegre. Ao lado, na Região Metropolitana (eixo BR-116/Vale dos Sinos)
Do lado do PMDB a dimensão é outra. Junto com o PP forma a espinha dorsal da política gaúcha. Respectivamente, estes partidos governam 143 e 147 municípios. A diferença está na gravitação, pois a legenda de Simon governa cidades maiores. Se conseguirem indicar um candidato competitivo, as pré-condições para a corrida estadual de 2010 estão dadas. Já no domingo se conjecturava o nome do próprio José Fogaça para o Piratini. E, por mais que o prefeito reeleito negue, nenhum analista sensato pode descartar essa possibilidade.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.
