César Maia e José Serra estão se aproximando. Em comum , ambos são engenheiros de formação, atuaram na economia e passaram pelo Chile no exílio. Da teoria da dependência, migraram para um desenvolvimento subordinado e pró-capital financeiro. Agora posam de desenvolvimentistas, coisa que é para eleitor ver e não crer.

O atual prefeito do Rio vê organicidade entre PFL e PSDB. Numa suposta aliança entre ele e Serra, dois perfis explosivos irão se complementar. Maia tenta ser a reencarnação de Pereira Passos, prefeito francófilo que tentou transformar o Rio de Janeiro dos mocambos, favelas e cortiços em uma capital iluminista dos trópicos, dotada de amplos “boulevards”. Abriu a Avenida Rio Branco, no cnetro da cidade, e de quebra, ganhou a Revolta da Vacina. Ele e José Serra revestem de agressividade a aliança “blazé” incorporada pelo elitismo refinado de FHC e o mutismo político de Marco Maciel. Agora a coisa parece que vai mudar de figura.

Serra foi da Ação Popular (AP), junto com o Sérgio Mota, o Serjão, o ex-José Dirceu do governo Fernando Henrique. Como político, é um trator, carcamano da Móoca, amigo do empresariado, seu homem de confiança. Maia é um ex-brizolista, agressivo e polêmico. Por vezes, tem a virulência de um Carlos Lacerda mais tecnológico. Se a candidatura embalar, vai dar emprego e renda a muito araponga. A correria pelos dossiês já deve ter começado.

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