O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), candidato vitorioso na presidência da Câmara, é considerado um tanto pitoresco pelos seus pares. Mas, é sabido que tanto o baixo clero como os cardeais do Congresso, não entendem nada de cultura popular. Aliás, não querem nem saber, só freqüentam as festas quando convêm aos seus redutos eleitoriais.
Voltando a Rebelo, primeiro ele substituiu ao também ex-guerrilheiro na pasta da ” desarticulação política”. Tinha de articular contando que a galinha seguia botando os ovos. Ou seja, que Dirceu seguiria abrindo as comportas e liberando mensalmente o Valerioduto. Tarefa árdua que não durou muito.
Temos de reconhecer, Rebelo tem no seu currículo parlamentar uma nobre iniciativa. Há pouco tempo, apresentou a proposta de criar o Dia do Saci. Antes havia denunciado e descrito como foi a CPI da CBF e da Nike, livro da Editora Casa Amarela vergonhosamente apreendido a mando de Ricardo Teixeira.
Será que o ex-combatente vai se inspirar no Saci e recordar quando ele e Osvaldão batiam tambor no Alto Araguaia, promovendo o culto nos terreiros de Terecô, o candomblé da região? Osvaldão virou mito assim como a guerrilheira Elenira, que a caboclada afirma ter virado uma flor de aguapé.
Rebelo devia repensar sua conduta. É mais popular como folclorista do que líder de um governo corrupto. Com certeza, tinha mais compromisso de classe na época do Araguaia do que como agora no Planalto.
