Lata por lata, cai Díaz e sobe Daisy como Ministra de um aparelho policial que flerta com a Frente Ampla.

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Estava demorando. Vamos analisar um caso típico de confusão entre partido de governo e atribuições de Estado. Desta vez, o caso ocorre na Banda Oriental, terra de Artigas, el Uruguay. Não se trata de novidade na história da política latino-americana e Platense, mas que é algo de se estudar.

Após o advento dos presos de 2005, ocorrida após os conflitos de Mar del Plata e acompanhados do outro lado do charco por aguerridos militantes uruguaios, o então ministro do Interior, José Díaz encontrou-se em situação limite. De trajetória ilibada, militante do Partido Socialista, portanto correligionário de Tabaré Vázquez, Díaz termina por renunciar por estar em desacordo com a política de seu próprio governo.

O caso de observação política não é esse, mas decorrente. Trata-se do ajuste da cúpula de Segurança e do Ministério do Interior do país vizinho. Ao assumir, a Daisy Tourné trás consigo um recambio maior, onde são promovidos profissionais de carreira, em período de democracia formal, acompanhando a subida de gente do MPP, de José Mujica, senador, ministro e ex-preso político, agora figura popular.

Um governo que tropeça na própria indecisão, galvaniza uma mescla confusa entre capital político, comoção social e entrevero com “profissionais” da segurança. Cedo ou tarde a ficha cairá.

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