A Adaga, nesta edição número 06, aborda os temas que a maioria dos analistas evita ou os enxerga por outro ângulo.
Foto:Nesta nova fase do Boletim, já batizado de A Adaga, trazemos no cabeçalho a chamada para os arquivos de áudio do portal. Na seção Coluna do Rádio, temos as seguintes notas radiofônicas:
– Quando a economia política é mais importante do que as 4 linhas (futebol e Corinthians)
– A imagem da crise e a crise da imagem (crise do RS)
– Derrota de Chávez não é o fim do projeto bolivariano (Venezuela, referendo)
– Mafalda, a anti-menina dos olhos (cultura, estética e narrativa latino-americanas, por Daniela Soares
Boa leitura desta edição e boa audição. Os áudios são para livre circulação, sempre citando a origem e a autoria. Aguardamos as críticas.
Bruno Lima Rocha, politólogo com ofício de jornalista, editor de Estratégia & Análise
Desvario na garoa – Brasil, 01
Esta Nota vai além das impressões pessoais, buscando a marcha da insensatez lá no fundo do poço do “urbanismo” brasileiro. Afirmo este conceito a partir do absurdo ritmo da construção civil de luxo na cidade de São Paulo e arredores. Um jornal de domingo serve para levar às raias da loucura qualquer docente de arquitetura com pretensões urbanísticas. Ofertas da ordem de 4 dormitórios, todos suítes, 4 ou 3 vagas de garagem por apartamento, espaços exclusivos e verticais de
Cidades Privadas e Metrópole “Pública” – Brasil, 02
Alphaville, a original, de conceito torna-se padrão. Da matriz de 40% do PIB nacional, de bairros anexos ao chamado centro expandido se espraia a proposta de ter várias cidades exclusivas entre o aperto de metrô, ônibus e peruas. Na mancha metropolitana, como em Guarulhos, abundam ofertas semelhantes. Bairros outrora de “fronteira”, como o Tatuapé, recebem as grades elétricas e vigilância eletrônica de condomínios com ares citadinos. “Cidades” dentro da urbe oferecem a exclusão dos incluídos. Trata-se de outro circuito de relações e formas de vida. Na ponta de debaixo da tabela social, percebe-se a escassez do que sobra no andar de cima. Não há infra-estrutura urbana capaz de suporta às estruturas sofisticadas de moradia “cercadas” pelo caos das vias e artérias de circulação e áreas semi-regulares. O cúmulo da ironia é construírem lagos artificiais onde a falta d’água é crônica.
La reina de Inglaterra no es la misma de la tejana – Uruguay
El FA está en el cruce de la trayectoria de una fuerza política con orígenes en la izquierda y que se propuso a ser gerente del subdesarrollo y no a generar otra propuesta de poder. El tránsito se da en la coalición con perfil reformista hacia el posibilismo minimalista de la soya, forestación, arroz abrasilerado y otras virtudes. Mientras el ejecutivo anda bien – bastante bien para los padrones anteriores – el organismo político se hunde. Cuando el oncólogo aleja la fuerza política electoral del gobierno, tal medida implica en reconocer que el organismo partidario no está a la altura de las tareas de gobernar el capitalismo periférico. La ausencia de mística camina en la contramano de una búsqueda desesperada por alguien que cumpla el rol de Reina de Inglaterra. La salida supuestamente “técnica” es la muerte de POLÍTICA. No importa si la profesora del Instituto de Ciencias Políticas, Constanza Moreira, va a ser o no presidenta de FA. Sólo el hecho de ser discutida esta posibilidad para la función la resume el absurdo de la interna tan exquisita como una empanada rellena de boniatazos y chusma. Ojala el debate fuera para ver quien será el presidente de
El vuelo de Yabrán – Argentina
Alfredo Yabrán era el eje financiero más importante del desmonte y saqueo de
Sam Walton e os Tontos na Província – Rio Grande do Sul, 01
O grupo Wal-Mart é um gigante dos supermercadistas.
Palavras sobre o teatro gaúcho – Rio Grande do Sul, 02, por Daniela Soares, colaboradora do portal Estratégia & Análise e editora de Trecos & Trapos
Boa parte da produção teatral do Rio Grande do Sul está se voltando de forma bastante apressada para um teatro mais digerível, que não levam em conta um trabalho estético formal, muitas vezes reforçando idéias retrógradas. Esse tipo de teatro não faz nada além de um desserviço. O artista tem um papel social muito importante e não pode deixar de exercê-lo para perpetrar um teatro de facilidades. Na contramão dessa triste realidade, um grupo que esse ano completa 30 anos de existência plena e consistente, o Ói Nóis Aqui Traveiz acredita que para atingir o grande público, o popular mesmo, é alcançar a maior parte da população, os excluídos, que nunca vêem teatro. E eles fazem isso, através do teatro de rua. Apresentam-se no Centro e também na periferia. Além disso, há ainda a questão dos espaços culturais, que são menos que meia dúzia e estão todos na área central da cidade. É preciso ter outros espaços. A verba pública deveria ser destinada a contemplar o acesso de todos. No entanto, ao contrário do que se esperava, o futuro espaço dedicado ao grupo será no centro da cidade. Doado ontem, 8 de janeiro de 2008, em forma de comodato, por tempo indeterminado, atendendo a uma demanda do Orçamento Participativo de 1995 o grupo terá finalmente um terreno para construir seu espaço sem precisar pagar aluguel.
