Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial












































Coluna Além das Quatro Linhas •


Coluna Além das 4 Linhas – semana de 7 de setembro de 2010 (ainda na luta pela derradeira independência)

voz da rua

Vamos lembrar o melhor do Brasil, que é o melhor do Corinthians e a saudosa Democracia Corintiana. 100 anos assim vem bem, já a cartolagem.....

Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

O centenário “Timão” – virtudes e desmandos

Em 1º de setembro de 1910 um grupo de homens de origem humilde, funda um dos clubes mais vitoriosos e polêmicos do Brasil, o Sport Club Corinthians Paulista. O chamado poderoso “timão” por vezes em sua grandiosa história faz jus ao apelido. Algumas atitudes de seus dirigentes demonstram a força política do clube, exaltado por alguns viventes do tupiniquim que acreditam ser demonstração de grandeza fazer e acontecer em meio ao esporte mais popular deste país.

enviar •
imprimir •

Quem não lembra do - digamos “arranjado” - mundial FIFA de 2000 vencido pelo time do parque São Jorge? Para quem não lembra a Federação sob comando de Joseph Sepp Blatter e antes do ex-jogador de pólo aquático do Fluminense, João “também Imperador da CBD” Havelange, organizou um torneio com alguns grandes clubes do futebol mundial. Deste torneio participaram Real Madrid e Manchester United, dentre outros, jogando no mês de janeiro em meio ao verão carioca, e com partidas de fim de tarde com sol a pino e ultrapassando 40º graus na cachola dos boleiros. Os clubes europeus vieram de um rigoroso inverno europeu, e tiveram de encarar dois super-elencos brasileiros. Não foi à toa que a final foi brasileira, quando o Corinthians de Osvaldo de Oliveira, tendo em campo Ricardinho, Marcelinho Carioca, Edílson e Luisão venceu o super time do Vasco da Gama, comandando por Euricão e com uma linha de sonhos: Edmundo, Felipe, Ramon, Amaral, Romário e Juninho. Vitória dos paulistas, tristeza cruzmaltina – com direito a guerra de papel higiênico e mijo em copos atirados das janelas do hotel 5 estrelas na praia de Copacabana onde o clube dos mais pobres do Rio se hospedava - e a entidade máxima do futebol acabou nomeando o clube paulista como o primeiro Campeão do Mundo FIFA.

Mas principalmente em competições nacionais recentes, sempre parece haver uma espécie de favorecimento aos corintianos. O ápice ocorre quando a entidade desportiva que fora o ventre da Democracia Corintiana sai vitoriosa no contestado título brasileiro de 2005. Na ocasião houve um dos maiores escândalos do futebol brasileiro envolvendo a arbitragem. Era a crise política do Mensalão e a propina da arbitragem correndo solta. Entre tecnicismos do STJD, os paulistas acabaram sendo favorecidos com a repetição do jogo que haviam perdido. A partir daí a história se repete e resta a choradeira de quem cedeu para a cúpula da CBF.

Nesta coluna ressaltamos não a versão de clube empresa ou torcida empresa (como a atual Gaviões S.A.), mas a massa sofredora de onde nasceu o mais importante movimento de contestação da ordem estabelecida pela cartolagem no futebol brasileiro. A Democracia Corintiana de Sócrates, Casagrande, Zenon e Vladimir e coordenada pelo então bom cartola Adilson Monteiro Alves foi autêntica herdeira do espírito rebelde e comprometido de outro estudante de medicina e craque dos gramados, o meia do Botafogo F.R. Afonsinho. Estes são os exemplos corintianos que aqui exaltamos. Kias, Dualibs e a amizade entre os Sánchez e os Havelange-Teixeira são de uma escala menor para o clube do povo da maior cidade do Brasil.

Ainda no Timão; para que serve o calendário?

Alguém lembra de algum outro clube brasileiro que teve seu jogo adiado devido a comemoração do centenário? Esta semana a CBF teve esta infeliz atitude (mais uma, que novidade!) devido à enorme festa organizada pelo clube do parque São Jorge, transferiu o jogo Vasco e Corinthians para o dia 13 de outubro. Tais decisões beiram o absurdo. Afinal, para que é feito o calendário, se não para cumpri-lo? Com raras exceções como foi o caso do Internacional e Santos devido às finais de Libertadores e Copa do Brasil respectivamente, não há motivos cabíveis para transferência dos jogos. Fatores extra-campo (afora os climáticos ou de calamidade) não podem implicar em adiamento de partidas. Deve-se cumprir o calendário. Já vimos jogos em campos impraticáveis devido a chuvas, e que não foram transferidos por não haver datas. Já para a festa no Vale do Anhangabaú, adia-se o jogo, comemora-se em todos os sentidos e o baile acaba com a ROTA. Ao menos a identidade popular do Timão se preservou.

Ah, saideira de centenário do SCCP. Para não deixar passar em branco, durante a festa do centenário corintiano, o presidente Andrés Sánchez em discurso, afirmou em alto e bom tom “as obras da arena do Corinthians não terão dinheiro público”. Vamos esperar para ver.


Promoção de ingressos?

Esta semana o Grêmio, que tenta fugir da crise, fez uma promoção de ingressos. Qual o problema nisso? Nenhum. Esse fato é corriqueiro no futebol brasileiro. Já houve clube que fez ingressos a R$1,00 real na década de 90 como o Internacional de Porto Alegre, ou o C.R. Flamengo que inovou neste sentido. Há alguns anos atrás, o clube da Gávea prometeu devolver o valor do ingresso caso perdesse o jogo. Bastam os clubes entrarem em crise, e pronto, vem uma promoção por aí. O problema é que o torcedor só tem esse desconto quando o clube precisa. Caso contrário tem que desembolsar valores exorbitantes para prestigiar o time de coração. Não somos contra cobrarem altos valores de ingressos de grandes jogos, mas sempre tem de haver setores com preços populares. Afinal o futebol é do povo, ao menos era para ser.


Maldito PFC

É impressionante como esta cada vez mais difícil acompanhar o time o qual torcemos. Não bastassem as dificuldades para irmos aos estádios - problema esse que viemos repetindo diversas vezes nesta coluna – as TVs, de forma indireta, não querem deixar nem mesmo que escutemos os jogos no nosso “velho radinho’. Por causa da grade de programação do PFC de propriedade da TV Globo, há jogos que se iniciam às 19:30, sendo que a Voz do Brasil termina somente as 20:00. Ficamos totalmente de mãos atadas. Ou compramos o chamado pacote do brasileirão ou durante esses 30 minutos ficamos sem futebol. Reconhecemos a necessidade de transmissão da Voz do Brasil nos dias atuais, considerando que como mídia dos poderes, é necessário este serviço prestado. A informação direta é sempre importante. Como o governo obriga as rádios a reproduzir o programa diariamente na semana útil (de 2ª a 6ª), quem quer ver o jogo do seu time, fica atado ao pay per view, a compra da exibição do canal por assinatura. Lembramos que nem 10% da população possui o PFC, pelo motivo que todos nós sabemos. Fica então a dúvida. Porque não passam as partidas de início de noite para começarem às 20 horas e dando seqüência da rodada a partir das 21.50? Será que a grade da TV é tão “sagrada” assim? Ou o PFC quer fazer concorrência com a Voz do Brasil, aumentando o número de assinantes de seu canal fechado? A última hipótese é a mais provável.






« voltar