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Coluna Além das Quatro Linhas •


A nova novela do futebol brasileiro tem como protagonistas Kleber e o Grêmio

aduplagrenal.com.br

Odone tenta criar mais um mito com a contratação de Kleber. O "gladiador imortal" terá que reeguer gestão de presidente gremista

21 de novembro de 2011, de São Leopoldo, Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes e Bruno Lima Rocha

Quando se tem uma contratação que demora semanas, até meses para ser concluída no futebol, logo se traz à tona a palavra “novela” para designá-la. O atacante Kleber e o Grêmio sabem muito bem serem protagonistas delas, chegou a vez de atuarem juntos.

Na última semana, o "Gladiador" foi notícia nos principais jornais do Brasil, principalmente na imprensa gaúcha. O Grêmio através do seu presidente (e deputado estadual pelo PPS) Paulo Odone, passou a fazer todo o esforço para contratar o atacante.

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A negociação teve direito a voo fretado (São Paulo-Porto Alegre) e reunião na casa de empresário, até terminar em uma famosa boate de Porto Alegre. O bom atacante dentro de campo, problemático fora dele, pediu tempo para pensar.

Kleber chegou a dizer que não queria sair de São Paulo por conta das filhas, mas especula-se que o Corinthians estaria atravessando o negócio, mesmo com uma melhor proposta do tricolor gaúcho. Não custa lembrar, porém, que apesar da ligação com o rival Palmeiras, o coração, ao menos na juventude, era corintiano.

O super sincero, e em fim de mandato, Andrés Sanchez primeiro disse que não passaria por cima dos gaúchos, para depois confirmar o interesse no jogador, mas com uma proposta menor de salário e de compra de parte do passe.

No sábado (19 de novembro), após uma surpreendente derrota para o Ceará em pleno Olímpico, o executivo de Futebol gremista, Paulo Pelaipe, confirmou a contratação de Kleber – mesmo que durante a semana o Fluminense, numa negociação paralela, quase estragasse tudo. Com aval do Palmeiras, os tricolores já podem apresentá-lo oficialmente como o grande reforço para 2012, que ao menos em termo de salário (R$ 500 mil por mês) não deixa dúvidas disso.

O medo do novo mico

O presidente do Grêmio temia pagar um novo “mico”. Ressabiado do episódio Ronaldinho Gaúcho no início do ano, em que no dia marcado para o anúncio até caixa de som foi instalada no gramado do Olímpico, Odone optou por não dar como certa a contratação do “Gladiador”.

Mesma atitude tomou a imprensa gaúcha. O jornal Zero Hora optou por aguardar, já que em episódio anterior seu editor executivo de esportes deu a barrigada do ano, quando garantiu Ronaldinho no Olímpico. O ex-melhor do mundo acabou acertando com o Flamengo, e a imprensa preferiu culpar a família Assis e a direção gremista. Afinal, jornalista esportivo cravando contratações que não chegam não é novidade alguma.

Kleber também tem históricos com ameaças de negociações. Após uma sondagem do Flamengo no meio deste ano, que lhe oferecia um salário maior que no Palmeiras, onde tinha grande identificação com a torcida – em especial com a organizada Mancha Alviverde –, chegou a adiar a entrada em campo para completar sete jogos pelo clube no Brasileiro, o que inviabilizaria sua participação em qualquer outro time.

Mesmo após o "fico", o atleta caiu de rendimento, marcando apenas um gol pela Série A a partir daí. Após a suposta agressão de torcedores contra o volante João Vitor, Kleber peitou técnico e vice-presidente de futebol, fechando a sua segunda passagem pelo clube paulista da pior forma possível.

Pensando no futuro

Paulo Odone de Araújo Ribeiro é um grande visionário. Sempre fez tudo pensando no futuro. A tentativa de apagar o péssimo ano de 2011 tem muito a ver com o que poderá vir, mas não exatamente  para o clube.

Odone se elegeu deputado estadual pelo PPS usando como palanque eleitoral o Grêmio Futebol Porto-Alegrense. Após trazer o clube de volta à primeira divisão nacional de forma épica, as eleições de 2010 ficaram fáceis. O presidente foi eleito para mais um mandato como deputado estadual com mais de 60 mil votos. Nas eleições do clube, venceu em primeiro turno, com 222 votos dos 279 conselheiros presentes, alcançando seu quarto mandato.

Com gestão de dois anos, o certo é que o mandatário tricolor tem somente 2012 para tentar se redimir junto à torcida gremista e salvar sua carreira política. Neste ano, o time disputou ferreamente o Gauchão contra o rival Internacional que, mesmo com um elenco bastante superior, só venceu o torneio nos pênaltis.

No Brasileirão, viveu altos e baixos, com direito a demissão do ídolo, e salvador de 2010, Renato Portaluppi, o que gerou grandes desentendimentos com a torcida, que teve que ver o fracasso do ex-auxiliar técnico de Falcão, Julinho Camargo, e o sempre discutível Celso Roth até o fim de um campeonato que o clube não almeja grandes coisas há algumas rodadas.

A primeira missão do "Gladiador" é, sem dúvida, apagar os fracassos do seu novo presidente. Caso contrário, Paulo Odone corre o risco de virar um novo Eurico Miranda, que de ídolo e deputado federal dos vascaínos, nas eleições seguintes teve menos votos que porteiro de prédio e, no clube, é lembrado por detalhes não futebolísticos, no melhor estilo Luiz XIV.

Kleber assina por cinco anos...vamos ver quanto tempo levará ate a primeira encrenca.

Voltaram a disparar

Por mais que a Copa do Mundo FIFA 2014 não seja o assunto principal da coluna, ela sempre vai aparecer. Odone é o Secretário Extraordinário do evento no Rio Grande do Sul, mesmo sendo presidente do rival do time que, ao menos por enquanto, terá seu estádio como sede do evento.

Brigas gaúchas a parte, Romário voltou a atacar nos últimos dias. Ao participar de um evento ao lado de Neymar e Pepe (o maior artilheiro da história do Santos, porque Pelé é hour concours), o baixinho disparara contra o Rei do futebol: “ Ele não tem p... nenhuma de consciência. Eu prometi para mim mesmo que não falaria do Pelé. Uma vez eu disse que ele calado é um poeta. Guardar mágoa é coisa de babaca. Ele tem de calar a boca. E tem mais. Eu não levo nenhuma da CBF. Eu não sei se ele leva”.

Edson Arantes do Nascimento respondeu dias depois, afirmando que não ouviu a frase do atual deputado federal pelo Rio de Janeiro (PSB-RJ), mas que não tinha relação alguma com a CBF, apesar de dizer que não havia nada provado contra seu presidente, Ricardo Teixeira.

Sobre o jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC, principal inimigo da FIFA, o ex-artilheiro de Vasco e Flamengo disse que na opinião dele se trata do maior jornalista da atualidade, pois ele descobre coisas que ninguém descobre.

Nos Emirados Árabes, outro baixinho famoso, Diego Maradona tecia críticas ao presidente da FIFA Joseph Blatter, que teria contemporizado os casos de racismo entre atletas dentro de campo. “El Pibe de Oro” pediu medidas contra Blatter, destacando que “Blatter já cometeu muitos erros anteriormente. Seja por suas decisões ou o que ele falou, não é a primeira vez. Normalmente, os erros dele não são a favor do futebol”.

Sobre o caso, que se refere às denúncias contra o zagueiro inglês John Terry (Chelsea) e o atacante uruguaio Luiz Suárez (Liverpool), até o ministro do Esporte do Reino Unido, Hugh Robertson, defendeu a saída de Blatter da presidência da entidade por conta de atitudes como esta. Lembra-se que o Parlamento inglês formou uma espécie de CPI para entender como se perdeu o direito de realizar a Copa do Mundo para países como Rússia (2018) e Catar (2022), apontando para a compra de votos como único motivo plausível. Como se diz na gringa “Money rules!”, ainda mais se vier de petrodólares ou sob controle de máfias pós-soviéticas.

Pelé foi melhor que Romário e Maradona dentro dos gramados – trazer Blatter para a comparação seria incoerente, pois ele poucas vezes deve ter chutado uma bola. Fora de campo, o argentino teve uma vida repleta de fatos negativos, mas sempre peitou qualquer tipo de interesse contrário aos jogadores e à população oprimida. Romário vem sendo a grande surpresa, positiva, no Congresso Nacional. Já o Edson...






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