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ISSN 0033-1983
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Coluna Além das Quatro Linhas •


O insistente proselitismo futeboleiro das pampas


O maior arrozeiro do mundo costuma fazer proselitismo eleitoral em meio aos jogos da massa Xavante, do Brasil de Pelotas, clube de maior torcida no interior do Rio Grande.

Mesmo sabendo que os temas da conjuntura política nacional e latino-americana estão a mil, algumas evidências de mediocridade no comportamento de candidaturas são irresistíveis de serem comentadas. Não bastasse o despreparo da maior parte dos candidatos, a classe política gaúcha insiste em manobrar paixões clubísticas para fazerem proselitismos.

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É sabida e notória a utilização da mala direta de Grêmio e Internacional por parte de alguns políticos vinculados às oligarquias dos clubes. Especificamente, me refiro aos candidatos a deputado estadual Paulo Odone (PPS) e Luiz Fernando Záchia (PMDB). A base cadastral, dos clubes ainda que usados pelos políticos, é da ordem de 50 mil emails, ou mais. Isto sem falar na campanha direcionada pelo cadastro dos sócio-torcedores das duas agremiações. A analogia que li, comparando a conquista da Libertadores com o Pacto pelo Rio Grande é algo no mínimo risível. Palavras e comparações ainda mais absurdas ouvimos todos e escutamos dos pronunciamentos de Odone na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, especificamente quando da vitória contra o Náutico, em novembro de 2005.

É preciso ser justo. Tamanha baboseira não é exclusividade do futebol, e a manipulação sequer se compara com a praticada pelos pastores de seitas neopentecostais. Tampouco é algo exclusivo de Grêmio e Inter. Um dos maiores latifundiários do Brasil, o candidato a deputado federal pelo PP do RS, Érico Ribeiro, tem uma relação tão promíscua com o Brasil de Pelotas quanto os absurdos narrados acima. Falando em injustiça, a massa do Xavante tem identidade própria que vai muito alem da mesquinharia do sorteio de vacas e pronunciamentos de cartolas no intervalo de jogos importantes.

Já que estamos em fase de investigações político-policiais, chegará o momento que a PF fará a Operação Catolagem, recuperando o relatório reservado da CPI da Nike e do Futebol Brasileiro. As diligências na metade sul terão nomes zoológicos, começando por observar vacas e sanguessugas.

Até quando?






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