Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial












































Coluna Além das Quatro Linhas •


Coluna Além das Quatro Linhas – semana de 03 de outubro de 2010

maisumdoflamengo.blogspot.com

Ao centro, de gravata vermelha, o advogado Leonardo Ribeiro, mais conhecido nas arquibancadas do Brasil como capitão Léo, ele próprio um dos responsáveis pelo aumento da violência nos estádios a partir de meados da década de ’80 ao ajudar a liderar uma torcida organizada “imaginando” ser um exército de arruaceiros.

Coluna Além das Quatro Linhas – semana de 03 de outubro de 2010


Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha


Para não perdermos o costume, mais Silas, Luxa e Flamengo

Mais uma vez o Flamengo é notícia. Na semana passada, o rubro negro carioca viveu outra semana conturbada. Após o empate com o Goiás na rodada de quarta, o técnico Silas (um grande jogador na história do São Paulo na década de 80) foi a público fazer duras críticas ao grupo de jogadores flamenguistas. Em declaração o treinador disse “não faço gol contra, não entro em campo” (o gol do empate do Goiás foi com gol contra do zagueiro Jean). Pela segunda vez neste ano Silas dá entrevista contra o seu grupo de jogadores.

enviar •
imprimir •

A primeira foi quando ainda era técnico do Grêmio. Na ocasião falou “não erro gols e não abro a barreira”, referindo-se ao gol que o Grêmio havia levado do seu xará Prudente. O “comandante” surgiu como uma grata surpresa como técnico do Avaí catarina no brasileirão de 2009, mas não conseguiu firmar-se em um grande clube. Com dez jogos comandando o Flamengo conseguiu apenas uma vitória. O hábito de trazer jogadores de qualidade discutível pesa na relação com o torcedor. Silas mira na cancha de forma distinta da massa. Atletas que não conseguem fazer boas atuações têm total confiança do treinador, e ainda recebem elogios por bravura e desempenho tático. Mas, a maioria enxerga são jogadores profissionais limitadíssimos, e com pouca qualidade para vestir camisas com histórias gloriosas. Silas já corria o risco de ser demitido duas vezes em pouco mais de dois meses, tendo trabalhado em dois grandes clubes. Agora, a o urubu já come a carcaça. O Luxa, pereba em campo e craque no banco (e também voa baixo nas relações extra-campo à moda do “te cuida Madureira!”) volta ao Flamengo pela terceira vez em sua vida enquanto o ex-meia direita do Morumbi e do Nuevo Gasómetro (cancha do San Lorenzo de Almagro da Argentina), craque dentro das quatro linhas, ainda tem de se provar fora delas.


O abandono do galinho

Aí vai mais um parágrafo sobre o Flamengo, apesar de parecer perseguição, o urubu pauta mais uma vez o Além das Quatro Linhas. O repentino pedido de demissão de Arthur Antunes Coimbra é um fato que merece ser escrito analisado e investigado. O maior jogador da história do Flamengo aceitou o cargo de coordenador executivo, ficou apenas quatro meses, e na ultima sexta feira dia 01/10 via SMS, comunicou seu pedido de demissão a presidente do Flamengo Patrícia Amorim. Em carta publicada em seu site pessoal, Zico afirmou que não conseguiu executar tudo aquilo que planejava no clube, (será que o homem que nascera em Quintino e lutara pela independência da Barra da Tijuca queria resolver os problemas do Flamengo em 4 meses?) e que ele e sua família estavam sofrendo ataques que ele considera injusto.

Zico foi acusado por ter pagado comissões a seus filhos, Bruno Coimbra e Arthur Junior, em negociações com atletas do atual elenco Flamenguista, e de querer firmar parceria do CFZ (Clube Futebol Zico) com o rubro negro carioca. Quem acusa fez a sua vida em torno dos lances geniais do maestro regente do timaço campeão do Brasil em 1980, 1982 e 1983 e campeão da América e do Mundo em 1981. Quem acusa é ninguém mais, ninguém menos do que o presidente do Conselho Fiscal do clube, o associado Leonardo Ribeiro, (o vulgo Capitão Léo). O advogado que catapultou um racha da Raça Rubro-Negra para fundar a temida e pouco querida Torcida Jovem do Flamengo (o exército rubro-negro por ele comandado), na década de ’90 passou a envolver-se com a política do clube tornando-se conselheiro do Flamengo. Também fez escola com um notório aliado de Euricão Mirando, o maior cartola da história do arqui-rival C.R. Vasco da Gama (para o bem de títulos e para o mal em todos os níveis imagináveis e também para além de qualquer imaginação fecunda). Léo chegou a ser um dos oito vice-presidentes da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), feudo do campista Eduardo Viana (mais conhecido como Caixa D`água), assim como também se envolvera com Edmundo Santos Silva e chegara a trabalhar no gabinete da tucana de plumagem vermelho e preta, a ex-nadadora e hoje presidente do clube, Patrícia Amorim (quase cotada para ser candidata a vice do Serra!!).

Sejamos justos. As acusações feitas ao galinho vêm de um cidadão que não deveria merecer crédito algum. Léo, o ex-capitão, ainda no exercício da liderança de uma facção organizada, manobra como quer a gurizada louca por um tumulto e, como a maioria dos dirigentes, têm o propósito de levar vantagens para seguir tendo influencias dentro do clube. Óbvio, que tal como Euricão, afirmar amar as cores do clube acima de tudo, gostando tanto que querem tudo para si e os seus. Não estamos aqui para tomar partido, ainda não temos o conhecimento da verdade, apenas sabemos que por estes pagos quem está certo jamais foge da briga. Por isso nos causa a estranheza tanto o pedido de demissão do ex-craque Zico, como deixa-nos perplexos constatar que Arthur Antunes Coimbra não pôde ir ao Conselho defender-se olho no olho e com as provas contábeis e jurídicas que o mesmo alega ter.


Parece loucura, mas alguns clubes fazem o possível para não ganhar o campeonato

No campo parece haver um grande esforço para que o Campeonato Brasileiro de 2010 não defina tão cedo um campeão. E, dessa vez nem dá para falar que é obra maléfica do Imperador Teixeira. Trata-se do famoso “fator Robin Hood”. Fluminense e Corinthians deixam de ganhar pontos relativamente fáceis contra times da parte de baixo da tabela. Na rodada do último final de semana, no sábado pré-eleiçoes, os três principais candidatos ao título que compõem o agora chamado G3 empataram. Para piorar o quadro, Corinthians e Cruzeiro jogaram em casa. O destaque sulino fica para o Grêmio do técnico Renato Portaluppi (sempre muito questionado pela imprensa), que lidera o segundo turno do campeonato. Fluminense e Corinthians seguem alternando a primeira colocação e o Cruzeiro mordendo os calcanhares do Palestra Itália mineiro. Já na parte de baixo da tabela a situação segue inalterada, com o calvário da série B aproximando-se a cada dia.

Dijair Brilhantes é estudante de jornalismo e Bruno Lima Rocha é editor do portal Estratégia & Análise






« voltar