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ISSN 0033-1983
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Coluna Além das Quatro Linhas •


A miragem da Copa


Por ironia da história, a Varig levou o time de Felipão para a Copa da Coréia e Japão. Hoje a empresa definha, e os craques podem trazer o hexa pela firma criada pelo homem que morreu num helicóptero, vindo de festinha complicada na fronteira com a Bolívia.

É interessante observar como todos estamos paralisados. A Copa do Mundo rolando, em menos de 2 hs o Brasil enfrenta a Gana pelas oitavas. Se por uma infelicidade, nossa seleção perder para o time africano, a campanha eleitoral começa no dia seguinte. Termina a paralisia política e começa a pauleira midiática. Lula deve estar torcendo os dedos, não por patriotismo ou qualquer coisa parecida, mas pelo óbvio interesse direto.

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Esperamos, sinceramente, que isto não aconteça e fique tudo do jeito que está até a final. Entreverar futebol com polititica é algo muito, mas muito mesquinho. Infelizmente, é prática recorrente, e Luiz Inácio deve estar rezando para poder receber os jogadores e rir de suas piruetas na rampa do Planalto. Ele entende de futebol, ao contrário de FHC, que sinceramente, parece não saber chutar nem de bico. Mas, se o Brasil avança e ganha o hexa, será preciso montar o “esquema especial” da Receita, isto para os auditores e fiscais aliviarem a nobre comitiva da CBF, tal e qual o lamentável ocorrido quando ganhamos o tetra nos EUA.

A Copa é um espetáculo, e todos estamos de olho, tanto nos craques, como nas proezas de Felipão, assim como a profunda desconfiança perante as “jogadas” de Blatter e Havelange. É algo no mínimo complicado aceitar a imparcialidade da arbitragem, principalmente depois das garfadas homéricas, como no jogo Itália e Austrália. Nunca vimos um time mais fraco ser favorecido por erros de arbitragem. Já seleções de ponta, como a nossa, sempre se dá um jeito. Agora, ao que tudo indica, los hermanos argentinos na 6ª vão ter de dar um jeito, a la alma castellana, para derrotarem a Alemanha e a FIFA juntas.

A 18ª regra do futebol é tão complicada quanto o casuísmo eleitoral do TSE e a bancada governista na Suprema Corte menemista transladada para o país tropical e abençoado por Deus. Esperamos, com toda a sinceridade, que o Brasil chegue à final com a Argentina e depois, aconteça o que acontecer, o clássico é local e resolvemos a moda sudaca. Até lá, ao menos escutamos poucos discursos pré-eleitorais, embora fiquemos encantados com as peças de propaganda institucional do governo da União e dos estados com partidos correndo para a continuidade. Como peças publicitárias, são de fato muito bem feitas. Quase convencem.






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