Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial












































Coluna Além das Quatro Linhas •


Uvas amargas brotam da Parreira murrinha


A alegria do discípulo de Zagallo durara o tempo da verdade revelar nossa falta de índole ofensiva. Só com a camisa não ganhamos de ninguém, apenas acumulamos frustrações.

Embora esta página não tenha como missão análise esportiva e futebolística, fica impossível não entrarmos no assunto Copa do Mundo, dentro das 4 linhas. A tragédia de sábado foi o reflexo da gestão da seleção. Infelizmente, não há como culpar diretamente a Ricardo Teixeira, por mais que todos adoremos dar pau no cartola ex-operador da Bolsa de Valores. Dessa vez, foi a mentalidade tacanha e conservadora de Parreira que nos levou à desgraça consumada.

enviar •
imprimir •

Para pasmo da nação, nossas estrelas não pareciam consternadas nem constrangidas. Se compararmos com o desespero dos alemães ao serem eliminados pela Itália, e mesmo a revolta dos hermanos ao perderem nos pênaltis para os anfitriões, a reação das estrelas foi murcha e apagada. Xôxa, como diria uma bisavó. Ganhando ou perdendo, contratos milionários estão assegurados, e ao que parece, isto basta.

Vivemos uma série de desgraças parecidas, como na tragédia histórica de 1982; na meia-boca do México em 1986, sob a batuta do Mestre Telê e a feitoria do jogador Nabi Abi Chedid; na atitude ridícula da Itália 1990, com gol de Caniggia e passe de Don Diego Armando, até a vitória sem sal nem gosto nos EUA. Deveríamos sempre ganhar ou perder como na Copa de 2002, isto dentro das 4 linhas. No banco estava o tão querido Felipão, que na vida em sociedade é tão conservador quanto Parreira e Zagallo, mas ao menos dentro de campo, parte pra cima e joga e vibra junto com sua equipe.

Parreira teve uma 1ª passagem melancólica pela seleção, perdendo a Copa América para o Uruguai em 1983. Voltou 10 anos depois, consagrando-se na Copa do Estados Unidos do beisebol, basquete de gueto, da versão yankee do rúgbi e do hóquei sobre o gelo. Nesta Copa, afirmou que o gol no futebol é um mero detalhe. Esquece-se o grande treinador, que assim como na vida, o jogo paródia do dia a dia, é ganho justo nos detalhes. Não é para culpar Roberto Carlos no gol de Henry, se perdem, perdem todos, especialmente aquele que escala errado e treina ainda pior.






« voltar