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Coluna Além das Quatro Linhas •


Coluna Além das Quatro linhas – Semana de 20 de dezembro até o final do ano

R7

A Copa União, em 1987, foi um lapso de serenidade entre a cartolagem clubística, livrando-se da CBF (temporariamente) e fechando razoáveis contratos com patrocínio e rede de televisão. Aquele campeonato, simples e com turno e returno, só tinha clássico e foi inesquecível. O modelo atual da Série A, B e C veio de um ato de rebeldia dos clubes.

Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha


Quem é o bandido?

O assunto que esta coluna trata nesta semana, não chega a ser novidade no futebol brasileiro. A violência nos estádios e ao redor dos mesmos está longe de ter fim. A morte de um torcedor cruzeirense no mês passado é apenas mais um fato triste na história do futebol brasileiro. Faltando três anos da Copa do Mundo do Brasil, atitudes enérgicas precisam ser tomadas. Não adianta as autoridades vir a público com discursos de que “isso” precisa acabar. As chamadas “torcidas organizadas” terminam sendo um abrigo para todo tipo de covardia. Não apenas como um esconderijo de marginais, com criminosos se travestem de torcedores, para cometer atos de selvageria dentro e fora dos estádios. Mas também na modalidade de torcida-empresa, com escolas de samba, academias de lutas e venda de uniformes e adereços onde a macheza e valentia se expressam por monstrinhos e outros símbolos cujo significante é a opressão através da força bruta sobre outro homem, outro igual.

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Os clubes têm grande parcela de culpa, afinal são seus cartolas que financiam estas facções. Ingressos de graça, viagens subsidiadas, livre acesso nas dependências dos clubes, são alguns dos privilégios dados a estes “torcedores”. Enquanto a grande maioria dos sócios é obrigada a ter suas mensalidades rigorosamente e dia, as facções uniformizadas têm acesso livre aos jogos do clube. Isso funciona como uma espécie de troca de favores, já que cartolas usam os mesmos como cabos eleitorais em campanhas políticas no clube e na vida pública. Cartolas usam os clubes, financiam as ditas organizadas – de forma direta e indireta - e são sem dúvida os maiores criminosos.

Torcer não deveria fazer parte do elenco de atividades violentas. A barbárie entre iguais, como a covardia cometida dessa vez por integrantes da Galoucura contra um membro da Máfia Azul, tem de ser abolida. Como estamos na era do sócio-torcedor, e como da cartolagem se espera pouco ou nada, é hora dos associados se mobilizarem para retirar poder político, dentro dos clubes, e poder simbólico nas arquibancadas.



Por que unificar?

A CBF precisava roubar a cena neste final de ano. Depois de um ano de fracassos dentro e fora de campo a Confederação Brasileira de Futebol, levantou a hipótese de unificar os títulos nacionais. O campeonato brasileiro existe oficialmente desde 1971, ano que teve o Atlético-MG como campeão. Antes disso as competições nacionais tinham formatos e nomes diferentes. De 1959 a 1968, a Taça Brasil, e 1969 de 1970, a Taça de Prata.
A pergunta que fica porque depois de mais de 40 anos a cúpula do SRº Teixeira resolveu pensar em unificar títulos? O que deve estar pensando Teixeira? As eleições para presidente da CBF ainda estão muito longe de acontecer. Porque a entidade máxima do futebol não decide primeiro para quem vai à “taça das bolinhas”, o que legitimaria o campeão de brasileiro 1987? Porque o Vasco é reconhecido como o campeão Brasileiro de 2000, se o que ganhou naquele ano foi a Copa João Havelange? Afinal o brasileirão de 2000 foi “melado” devido à escandalosa virada de mesa em cima do São Caetano, em pleno estádio de São Januário.

Se a Confederação Brasileira de Futebol, não consegue organizar um campeonato que não fique sobre suspeita, querer tomar decisões sobre unificação de títulos cheira mal, e muito mal por sinal. É mais uma boa idéia que é atirada na vala comum. Reconhecer títulos pregressos sem incluir a Copa União de 1987 para o C.R. do Flamengo é simplesmente um absurdo!



Agora acabou de vez

Agora é só esperar 2011, o futebol brasileiro teve seu encerramento oficial no sábado dia 18 de dezembro. O Internacional de Porto Alegre foi a campo disputar o terceiro lugar do mundial de clubes. Após uma vexatória participação nas semi-finais, o time gaúcho aplicou 4x2 no Seongnam, da Coréia do Sul e amenizou a “crise”. Mas não há como negar, o mundial foi dos africanos. Além de ter o Mazembe como vice campeão (time da República Democrática do Congo), teve um jogador do seu continente escolhido como craque da competição. O camaronês Samuel Eto’o correspondeu as expectativas sobre ele. É sem dúvida um dos maiores jogadores da história do futebol africano.

Já a Internazionale de Milão foi passear em Abu Dhabi, sem esforço algum venceu os dois jogos por 3x0, e sagrou-se campeão mundial pela terceira vez na sua história, afrouxou a corda do pescoço técnico Rafa Benítez.

A FIFA poderia rever a formula do mundial, pois o nível técnico foi muito fraco. Caberia acrescentar um clube de cada continente, fazer uma competição mais disputada, e com mais prestígio, principalmente entre os europeus. A média de publico no emirado foi decepcionante, 20 mil pessoas, estando as arquibancadas vazias. Também, foram inventar de jogar bola em um “país” cujo monarca paga a torcida para ir ao campo!

No ano que vem deve voltar a ser disputado no Japão – que pelo menos gosta de futebol – e também porque afinal, o srº Blatter precisa faturar.


Dijair Brilhantes é estudante de jornalismo e Bruno Lima Rocha é editor do portal Estratégia & Análise.






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