Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Debatendo a política de comunicação pública

tatianeps.net

Paulo Bernardo Silva, ex-dirigente sindical bancário, materializa o conceito de que a política profissional é uma fábrica de traidores de classe. O ministro das Comunicações de Dilma faz justiça a “nobre” estirpe de ACM e Hélio Costa na defesa dos interesses dos capitais à frente da pasta.

11 de abril de 2013, Bruno Lima Rocha

 

Nos dias 05 e 06 de abril, a Secretaria de Comunicação e Inclusão Social (Secom) do governo rio-grandense organizou o seminário “Como financiar a comunicação pública?” Na manhã do segundo dia, fui convocado pelo Movimento Nacional de Radiodifusão Comunitária (MNRC) para o debate, onde fiz uma análise de conjuntura a partir das políticas de comunicação do governo federal. Também debatemos alternativas para a gestão das emissoras públicas não-estatais, obviamente tentando escapar do modelo publicitário e suas inevitáveis complicações. Compartilhei a mesa com o jornalista Beto Almeida, responsável pela Telesur Brasil e notório conhecedor da legislação venezuelana.

 

enviar •
imprimir •

Minha análise “tranqüiliza” proprietários de meios e dos executivos das empresas de telecomunicações. Avaliei que, dependendo de Dilma e seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pouco ou nada será feito para contrariar os interesses hegemônicos. O Brasil é um país que vive de uma Constituição cidadã incompleta e regularmente amputada. O Capítulo V, justo o que trata da comunicação social, quando lido em voz alta, mais parece com ficção científica se comparado aos conteúdos emitidos. A diferença de países como Venezuela e Argentina, aqui não há nenhuma vontade do Poder Executivo em distribuir as capacidades de produção dos bens simbólicos para além dos líderes de mercado.

 

Razões sobram para a afirmação e a conta é simples. Para compor o famigerado presidencialismo de coalizão, Dilma, tal como Lula a partir da metade do primeiro mandato, opera com maioria nas duas casas legislativas. Estas são compostas por operadores de redes, coronéis eletrônicos em sua maioria (a exemplo de Sarney e Collor), sócios regionais dos maiores grupos de comunicação do país. Portanto, uma nova Lei Geral de Comunicação Social e Telecomunicações, levando em conta a convergência digital e formalizando os três sistemas complementares (privado, público e estatal) previstos no artigo 223 da CF, simplesmente não passa no plenário.

 

Não surpreende que o MNRC demande três pautas. Uma, de longo prazo, é a constituição de um fundo público de fomento para a comunicação social que não visa lucro. No curto, uma base legal destinando uma fatia do bolo publicitário dos três níveis de governo para estas emissoras públicas. E, de imediato, a queda do ministro Paulo Bernardo, por engavetar as resoluções da Conferência Nacional de Comunicação. Concluí a fala com o óbvio. Se depender do Planalto ou do Congresso, nada disso vai acontecer.

 

           

Artigo originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat






« voltar