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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Três conclusões após a queda de mais um castelo de areia

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A mega empresa de construção civil Grupo Camargo Corrêa, grupo que supostamente teria aberto um canal ao estilo propinoduto, investindo em campanhas, gerando sobras das mesmas e transformando em castelo de areia tóxica qualquer insanidade preditiva que afirma ser a democracia brasileira limpa e transparente

Bruno Lima Rocha, 1º de abril de 2009, completando 45 anos do golpe militar de 1964

Os efeitos midiáticos da Operação Castelo de Areia foram contundentes. Deixaram explícitas algumas considerações as quais vou discorrer neste breve artigo. A nota tragicômica, é que nenhuma das três conclusões que apresentarei se tratam de novidade. É bem ao contrário.

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A primeira consideração é que o conceito expresso em artigos anteriores, o de “espiocracia”, segue válido. Não em função de uma operação de vigilância da polícia judiciária da União contra alvos autorizados pela Justiça. Este conceito, ao estilo de John Le Carré, se aplica em função das censuras dos informes, dos “vazamentos” controlados para a mídia e pela triste constatação de que alguns relatórios são mais reservados do que outros. Dependendo da sigla partidária, o texto sairá na íntegra ou com cortes. Triste também é a constante de que isso ocorre neste governo e nos anteriores.

A segunda constatação é óbvia. “Follow the Money!” Para quem defende a livre circulação de capitais sem nenhum tipo de barreira ou controle, esta idéia é como um soco no fígado. A frase tem sua raiz midiática no célebre diálogo de W. Mark Felt, o informante de Watergate que atendia pela alcunha de “Garganta Profunda” com os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post. Ou seja, há que seguir o fluxo de dinheiro, a sua origem, a rota por onde este passou, os beneficiários e emissários e os caminhos da lavagem. Esta operação, a Castelo de Areia, tendo como alvo a construtora Camargo Corrêa reforça uma certeza. Existe um acionar permanente, e não episódico, de agentes econômicos com interesse nos negócios de Estado. O destino desses recursos investigados era preferencialmente os fundos de campanha para candidaturas executivas e legislativas. Portanto, é preciso tornar pública a relação de grandes empresas com os caciques da política nacional.

Por fim, a terceira conclusão de tão óbvia chega a ser repetitiva. É preciso debater e aprovar uma reforma política que inclua o financiamento público das campanhas. Para brecar os comportamentos pouco ou nada republicanos, no intento de dirimir um pouco da suspeita coletiva sobre os políticos profissionais, é necessária uma medida de força, remetendo à transparência nos processos de competição política. Não é factível que todo o volume de recursos saindo dos cofres de “doadores” ou “investidores” de campanhas tenha como destino apenas a corrida eleitoral. Digo isso porque qualquer um dotado de mínima informação do Jogo Real da Política sabe que o problema dos fundos de campanha, são as sobras não declaradas. Assim, uma regra simples, a do financiamento público das campanhas eleitorais, daria fim a toda e qualquer alegação de que a transferência de qualquer quantia de um agente econômico para um agente político possa ser justificável.


Texto original escrito e publicado no blog de Ricardo Noblat






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