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O NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO DOS BRICS – uma possibilidade de mudança do eixo de desenvolvimento alternativo dentro do capitalismo globalizado


A ênfase da relação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul está na economia e capacidade de realização em comum.

08 de agosto de 2014, Bruno Lima Rocha

Comentário inicial: este texto novamente entra no tema dos BRICS e na possibilidade de fundação de um novo eixo de financiamento global de desenvolvimento capitalista. Em momento algum este analista é um entusiasta da expansão capitalista dos mercados emergentes do ponto de vista ideológico. Para análise estratégica do poder mundial, este fator – os BRICS – são um imperativo e assim deve ser estudado. Ideologicamente, tal arranjo está muito distante das relações internacionais entre povos e movimentos sociais. Estrategicamente, como analista do comportamento de agentes estatais e transnacionais, não se pode ignorar tal fenômeno.

A aliança dos Brics, a saber, o bloco de países formado pelas reuniões de cúpula e sem uma documentação formal, chama a atenção do mundo por se tratar de um novo eixo de poder mundial.  A ênfase da relação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul está na economia e capacidade de realização em comum. Culturalmente, nosso país está próximo da República Sul-Africana pós-apartheid e, proporcionalmente, temos um peso semelhante para a América Latina assim como o país governo pelo Congresso Nacional Africano (CNA) tem para a África Subsaariana.

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O salto de qualidade do Bloco começou a ocorrer com a conclusão da 6ª reunião de cúpula, realizada em Fortaleza (Ceará), em 15 de julho de 2014. Destaca-se que tanto nesta como nas cinco reuniões anteriores, todos os chefes de Estado estavam presentes. A proposta de criar um Banco de fomento comum materializou uma potência agora a ser exercida. Foram criadas as bases - ainda a serem aprovadas pelos respectivos parlamentos – de um novo banco de desenvolvimento e um fundo de reservas, previstos para ser o complemento (e também uma alternativa) tanto ao Grupo Banco Mundial (BM) como ao Fundo Monetário Internacional (FMI) foram criados na reunião de Cúpula dos líderes dos Brics, realizada em Fortaleza, no Ceará.

A governança do banco será semelhante à de outras instituições do tipo, seguindo o modelo de peso e contrapesos. Vale destacar que, aparentemente tudo funciona bem, mas nas operações do dia a dia, existe a tendência de um insulamento dos tomadores de decisão. Na hierarquia do órgão, haverá um Conselho de Governadores, um Conselho de Administração e a Diretoria. O Conselho de Governadores será formado pelos ministros da Fazenda dos cinco países e atuará na supervisão do banco, estabelecendo a cada cinco anos a estratégia geral da instituição, além de ser responsável pela escolha do presidente, de novos membros e o aumento de capital. O Conselho de Administração atuará na supervisão dos executivos, sem participação na gestão diária do banco. A Diretoria estará composta de um presidente e quatro vice-presidentes.

A Índia inaugurará a presidência rotativa e a China sediará a instituição em Xangai. Os fundos iniciais são respectivamente, US$ 50 bilhões de dólares para o funding (depósito inicial) do Novo Banco de Desenvolvimento (depósito inicial) e outros US$ 100 bi para o Acordo Contingente de Reservas. Embora se trate de quantias pequenas, politicamente, o fato de que os 5 países membros tenham contribuído com parcelas iguais, implica muito para futuras operações. No médio prazo, o que está em jogo no xadrez do século XXI é a construção de novas estruturas de poder global dentro do capitalismo exercido pelos mercados emergentes. Liderados pelas potências médias do bloco – com China à frente – é possível um redesenho das formas de governança pós-Guerra Fria e ainda herdeiras de Bretton Woods. Partícipe desta iniciativa - dentro do capitalismo global - o Brasil se posiciona ainda melhor.

O artigo foi originalmente publicado no Jornalismo B






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