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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

O massacre do lide e a mentira com nariz de cera


O delegado federal e secretário de segurança do Rio de Janeiro, o gaúcho de Santa Maria José Mariano Beltrame, realiza a proeza de reprimir e não investigar, dando Suporte ao modelo policial falido de sempre



Na quarta-feira dia 27 de junho, mais de 1300 policiais civi e militares, além de soldados da Força Nacional de Segurança Pública invadiram o Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. O saldo, até agora, é uma contagem de corpos, às dezenas, e digno de uma operação militar. Passa ao largo outra morte, silenciosa e asfixiada pela auto-censura de quase todos e a coragem de poucos, loucos ou consagrados. Junto dos “suspeitos”, mortos com tiros nas costas, no queixo e na cabeça, faleceu um dos fundamentos do moderno jornalismo. Sim, no chão da favela, morreu o Lide.

Lide, abrasileiramento da técnica do Lead, é uma descrição básica que todo e qualquer foca aprende, ainda nos bancos de faculdade. Na carreira, vem antes do jabá, do teleprompter, da chapa branca e do nariz de cera. Em tese, todos nós, ativos ou inativos periodistas de distintos meios e veículos, nos revoltaríamos contra o mesmo. Ledo engano. Em tempos de crise de paradigma, o odiado lide seria tábua de salvação do ofício.

Outra salvação é a máxima: Facts, facts only! Fatos, apenas fatos! Sim, fatos, testemunhados, narrativa factual e de preferência pelo autor da reportagem. Lembram-se do Repórter Esso? “A testemunha ocular da história!” Pois bem, no rádio noticiário patrocinado pelo truste (como se apelidava a transnacional na Era de Ouro do rádio) o repórter seria ocular, vibrando nas ondas eletromagnéticas país adentro.

Quarta última, na Cidade Maravilhosa, nenhum coleguinha subiu o Morro atrás da polícia. Era perigoso, e é verdade. Mas, tampouco embutiram câmara oculta nos pseudo-rambos autorizados a matar. Não, os Jogos Panamericanos estão chegando e ninguém pode abalar a confiança de todos no maior evento do ano. Após, ninguém tampouco pôs delegado, secretário de segurança, chefe de polícia, comandante da PM, rambos, arapongas, snipers, inspetores, X-9s e etc. na parede. Foi-se o tempo que autoridade temia jornalista na coletiva. Não, agora temem dossiê da PF, e isso enquanto o escândalo for ventilado.

Enquanto a contagem de corpos do Rio Body Count atinge a cifra absurda de 1238 mortos e 788 feridos desde fevereiro de 2007, outros tipos e ofícios humanos falecem. Sim, junto a dezenas de cidadãos cariocas, faleceu uma espécie rara, cujos estertores passam pela pena também global de José Hamilton Ribeiro.

Nota originalmente publicada no portal de Claudemir Pereira.

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