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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

A criminalização do protesto social no Rio Grande e as previsíveis consequências


Do jeito que as coisas se encaminham, Américo Leal terá como rival simbólico a pessoas da estirpe de um Roberto Conte Lopes, deputado estadual pelo PTB-SP, no 6ao mandato consecutivo, o ex-oficial da Rota da PMESP, formado em pleno AI-5 e célebre defensor da pena de morte para os bandidos de baixo calão.



Gostaria de abrir o debate a partir da afirmação que o centro da capital é um pandemônio, terra de ninguém onde impera a ausência da lei. A reflexão da semana é mais simples do que pode parecer. Ir além da pergunta de “a quem interessa a chamada revitalização do Centro?”; implica em saber o que se passa no mundo real da Província. É visível o discurso de criminalização da luta de classes no pago, atribuindo à desobediência civil poderes que a medida de luta não tem. Se tivesse tanto poder, a via eleitoral ainda não seria tão forte, e a correlação de forças já teria uma balança menos desfavorável. Não é o que passa.

Poucos discursos podem ser mais cínicos hoje do que o intento de criminalizar aquilo que é de direito. A Operação Rodin hurra nesse sentido. Dos 13 mandados de prisão preventiva, a maioria das pessoas físicas circula na alta sociedade local há pelo menos 15 anos. A lista dos notórios a ser enjaulados é de 30. Mas, como implica o STF, pela imunidade parlamentar dos acusados, quase seguro que a lista não vai ter maiores conseqüências.

Dois pesos e duas medidas. Atenção, esse texto não é de denúncia, mas simples constatação. Brada o locutor-âncora patrocinado pela Agcr ou Aracruz: “Camelôs caixinhas são reprimidos pelo 9º Bpm, catadores atrapalham o trânsito e são multados pela Eptc!” Estes dois setores sofrem a ameaça velada e midiática todos os dias; mas estas mesmas emissoras de rádio (as maiores, as grandonas) estão com suas outorgas vencidas. Se a lógica é punir a atividade econômica ilegal, a limpeza do terreno poderia começar com a radiodifusão comercial gaúcha. Não ia sobrar muita estação no ar não, seja em AM ou FM, estão quase todas operando na ilegalidade.

Quanto a livre circulação e o serviço de regulamentar o trânsito, se Porto Alegre não comporta a carroça, o trânsito não comporta o próprio Detran-RS. Vejamos, as taxas estão com pelo menos 100% a mais de gordura acima do custo real. Essas são as evidências levantadas entre auditorias e campanas, vigiando apart-hotéis de onde entram e saem contadores e profissionais de administração com malas forradas de reais ou dólares. Mesmo após a demissão sumária do 1º escalão do Detran-RS as taxas continuam a ser cobradas.

Ou seja, vivemos sob o reinado de terror de uma “imprensa” que em geral, merecia ter como editor-chefe a “coleguinhas” da estirpe de Pimenta Neves ou Amaral Neto. Ah, detalhe esquecido: a Brigada Militar não tem porta-voz ou assessoria de imprensa? Se existe assessoria, porque somente o subcomandante geral Paulo Roberto Mendes fala em nome do Corpo Auxiliar de Polícia Imperial – órgão criado em 1837 para combater a Revolução Farroupilha?!

E, para piorar a acidez, porque será que nenhum repórter se atina de questionar se o brioso oficial vai por acaso concorrer a deputado federal ou estadual em 2010? Caso se lance, o mesmo está eleito; assim como Ubiratan Guimarães, Conte Lopes, Jorge Babú, Tuminha, Tuma pai, Sivuca, Moroni Torgan e outros notórios policiais brasileiros.

Como ninguém pergunta mais nada, resta-nos falar por conta própria.

Nota originalmente publicada no portal do jornalista da Boca do Monte Claudemir Pereira

Epílogo pós-nota: Na quarta-feira dia 21, no período da tarde, em plena esquina democrática, Borges com Andradas, em posição de sentido, estava presente entre dois cabos de escolta o sub-comandante geral da Brigada coronel Paulo Roberto Mendes. Em um local onde transitam cerca de 300 mil pessoas por dia de semana, constava a presença física de alguém que a “mídia local” começa a chamar de Capitão Nascimento daqui....quem avisa amigo é. Filme mil vezes repetido, super-policiais costumam estar acima das corporações a quem eles deveriam servir e não dela se servirem para auto-promoção.

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