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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

Serra e a síndrome do fogo amigo

boca maldita

José Serra e Álvaro Dias quase protagonizam uma das maiores trapalhadas políticas de uma das três candidaturas de direita concorrendo ao Planalto este ano. Oscarito não teria feito melhor com a intenção de ser cômico; ressalto que o humor não teria sido a intenção inicial da cúpula do tucanato diante de tamanha burrice quase executada.

30 de junho de 2010, Bruno Lima Rocha

Comentário inicial escrito em 1º de junho de 2010: escrevi este artigo um dia antes da definição do DEM pelo deputado federal Índio da Costa (RJ) para candidato a vice de José Serra e pela conseqüente aceitação deste e de seu partido do indicado. Ressalto para os desavisados que este que escreve não tem vínculo com partidos de tipo eleitoral e tampouco participa de campanhas, a não ser como crítico e observador externo. Uma vez contextualizado o momento da pré-escolha, quando o factóide tucano lançava o senador Álvaro Dias (PR) para homem na fogueira das vaidades, reforço a análise que ou os tucanos abriam a possibilidade de manter a aliança orgânica, apenas rompida pelo episódio da Lunus em 2002, ou então a eleição que já é complicada para Serra ficaria quase impossível. Aos interessados na análise política, boa leitura. Aos lacerdistas de plantão, buscando na mídia alternativa algum cabo eleitoral virtual de alguém, asseguro que aqui é perda de tempo. Boa leitura.

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Em paralelo a Copa do Mundo os bastidores da política continuam demonstrando, de forma indireta, os custos elevados dos arranjos e candidaturas. Até uma semana antes do início da maior competição de futebol do planeta, as defecções eram perceptíveis junto da candidatura de Dilma Roussef (PT). Os problemas de reprodução do bloco governista, representado pelo loteamento ministerial e o rolo compressor da maioria no Congresso, estouravam estado por estado. Parecia que outra vez mais os arranjos de caciques estaduais estariam por ditar o ritmo das composições do partido de Luiz Inácio, cobrando alto e sendo mal agradecidos pelos anos de bonança à frente do governo de maior apoio da história do país. Apenas parecia.

Entendo que a virada se deu quando os factóides peemedebistas esgotaram-se. Um deles repercutiu ao sul do país com as bravatas do Senador Pedro Simon (PMDB-RS) em ter ataques de indignação primeiro, para na seqüência, frustradamente tentar emplacar o correligionário Roberto Requião como candidato próprio na convenção. O velho bruxo da política gaúcha viu-se só em seu labirinto, posto em segundo plano por seu adversário no período do bi-partidarismo consentido. José Sarney e sua trupe emplacaram o paulista Michel Temer como dublê de candidato a vice-presidente e também representante informal do Norte e Nordeste governista.

O intento tucano de recomposição ideológica mais à direita não se sucedeu tampouco com a ala Arenista do governo de Lula. Acompanhando a sua cara metade, o PP nacional, de bases tão ou mais fisiológicas do que a confederação de oligarquias regionais que atendem pela sigla de Movimento Democrático Brasileiro, descera correndo das ambições de aliança com os correligionários de FHC. Na prática da política paroquiana, ambas as legendas vão se dedicar a aumentar seu “poder de caneta”, tanto em nível federal como estadual. Não foi dessa vez que o PSDB conseguiu ampliar o palanque de maneira orgânica.

Restaria o DEM, leal e fiel na sua tradição Udenista, um aliado enfraquecido, embora ainda com capacidade de incomodar no Nordeste. Mas pelo visto, a interna do PSDB é muito mais complicada do que pareceria aos olhos de leigos e curiosos. O tucanato, ou ao menos a parcela deste bloco com poder de veto partidário, decide emplacar uma chapa de tipo puro sangue, deixando em segundo plano o aliado histórico. Será que se esquecem das dificuldades de 2002? Mesmo que os democratas se somem nominalmente para a campanha presidencial, sabe-se que farão corpo mole, privilegiando seus projetos estaduais, apostando na retomada de alguns estados e no fortalecimento da bancada federal. Vão fazer seu dever de casa, preparando-se para mais quatro anos de tormentas, apostando na sobrevivência política e não em um projeto de poder onde o aliado não o quer ao seu lado.

Como já disse, interpretar a interna do PSDB é tarefa árdua. Já não foi fácil em 2006, com José Serra optando pelo Palácio dos Bandeirantes e o partido tocando a campanha de Alckmin em fogo brando. Agora, o fogo amigo se repete, trazendo à tona o fantasma do estouro da Lunus e a quebra com o ex-PFL em março de 2002. Na opinião deste que escreve, o afastamento do DEM é um tiro no pé das pretensões tucanas de retornar ao Planalto.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat






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