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ISSN 0033-1983
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Análise política do Rio Grande do Sul da repressão política – 1

alasbarricadas

Após ser alvo da repressão do governo do estado rio-grandense, a chance real da esquerda gaúcha é traçar um pacto de unidade em luta

Bruno Lima Rocha, 6 de outubro de 2013

 

Uma reflexão. Sei que deveria estar apresentando este breve texto na forma de uma análise de conjuntura ou artigo analítico, mas não há tempo para tal. Vou jogando na forma de tópicos até fechar um texto por tanto.  Lógico que o tema é a repressão do governo Tarso Genro (RS, PT) sobre os movimentos sociais e forças políticas que estão à esquerda de seu governo de coalizão. Especificamente, me refiro especificamente às prisões de militantes sindicais do CPERS ocorridas na madrugada de 29 para 30 de setembro, e as invasões a sedes libertárias e residências de militantes sociais levadas a cabo ao longo do dia 1º de outubro.

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Além do abandono de posições históricas - aliás, já há muito abandonadas, ao menos uma década ou mais - Tarso se vê num beco. O governo sofre de abandono crônico, sendo que a escola stalinista do oportunismo ultrapassa o gabinete do governador. PSB e PC do B preparam o golpe de mestre fechando com senadora Ana Amélia (PP) para o Piratini, marcando a volta da Arena e o pacto do governo Geisel/Golbery - da Abertura Lenta, Gradual, Restrita e Responsável. A ex-vice sul da UNE, deputada federal Manuela D'Ávila (PC do  vai puxar a bancada estadual e deve apresentar o âncora da Gaúcha AM, André Machado como sua dobradinha de federal. Mesmo que ela feche com várias parcerias para a Câmara ainda vai conseguir um caminhão de votos e talvez aumente a bancada da legenda stalinista. O PSB, que já flertava com a Arena em 2012, agora caminha de braços abertos, tentando ampliar o máximo possível o leque de alianças para a candidatura de Eduardo Campos ao Planalto.

 

O que resta ao governo então? Ao se ver isolado, e provavelmente sem controle total sobre o aparato de segurança, Tarso se atira nos braços do status quo da Província, mídia incluída. Assim, confronta o anarquismo militante (FAG e outros coletivos), tal como o reformismo militante (PSTU e PSOL), tem como seu maior inimigo o sindicato dos trabalhadores em educação (CPERS) e enterra as chances de reforma agrária e política indigenista e quilombola. Enfim, o que havia de esquerda no RS é vista como inimiga pelo advogado trabalhista que é ex-dirigente do PRC. Desta vez, ao contrário de junho de 2013, o governo amplia o leque dos alvos para além dos libertários, o que possibilita uma concreta unidade dos lutadores, mesmo que discrepando em aspectos estratégicos. Esta é a chance única para a esquerda rio-grandense e não deve ser desperdiçada por interesses menores ou particulares.

 

Ironia final, a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e seu braço de confiança, o coronel da Brigada Militar Paulo Roberto Mendes devem estar bem tranquilos, pois seu modelo repressivo foi superado, e muito, pelo governador com passado - bem longínquo por sinal - na esquerda reformista, embora outrora autêntica. Neste sentido, o que resta para os militantes do PT? Ou melhor, reformulando. Como ser militante e petista ainda? Não há malabarismo de discurso que habilite ainda tal escolha. Volto ao tema ao longo dos próximos dias.

 

 






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