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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

O nó do crescimento ferroviário do Brasil


América Latina Logística, empresa transnacional que opera boa parte da estrutura liquidada da RFFSA em 1997



A Adaga, nota nacional, número 12, abril de 2008

OU

Uma reflexão da economia política subordinada ao modelo de acumulação primário e o papel do Estado no país com nome de árvore extinta

A Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF) representa os capitais que no ano de 1997 compraram a carcaça da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Segundo a patronal dos trilhos, o setor gera 33.254 empregos diretos e indiretos contra os 16,6 mil postos de trabalho do período da pindaíba da RFFSA. Detalhe, por mais de dez anos a companhia estatal ferroviária não recebera um centavo do BNDES e de outras fontes de financiamento público em nível federal. Ainda seguindo nos informes saídos da boca e dos releases do oligopólio, o prejuízo acumulado entre 1994 e 1997 foi de R$ 2,2 bi. Amargando perda, o setor ferroviário nacional foi vendido, liquidado, e poucos anos depois, por um “milagre gerencial”, começa a dar lucro!

Não bastasse o efeito miraculoso privatista, a ANTF reclama que o governo não “devolveu” os R$ 622 milhões arrecadados com a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (CIDE), pagos pelo setor entre 2002 e 2007. O gênio das finanças porta voz dos donos das ferrovias construídas pela RFFSA, diz que este mesmo Estado aplicou “apenas” R$ 789 milhões em malhas concedidas entre 1997 e 2007.

Assim entre laudas e planilhas eletrônicas os porta-vozes dos donos dos trilhos vão chorando os “nós” com lágrimas de crocodilos e assassinando a matemática. Entre o arrecadado com a CIDE e o investido pela Plebe através do botim impositivo e o eterno repasse do dinheiro público para o capital privado e monopolista, foi posto R$ 167 milhões além do que foi pago pelos empreendedores. Não bastasse esse absurdo contábil, a ANTF ainda joga na chantagem, dizendo que pode aumentar em 10% o número de empregos em 2008. Para isso, teria de superar o “gargalo” para o crescimento das ferrovias. Alegam os que se apropriaram do remate dos trilhos do Brasil que os problemas estão nas passagens de nível e na invasão de domínio da ferrovia.

Seguindo na choradeira, o alegado é que o contrato das concessões prevê que o governo é responsável para superar o “problema”. Tudo por coincidência, certo? O argumento é simples. Se o Estado retirar dinheiro público e investir na ampliação da infra-estrutura de um setor liderado pela América Latina Logística (ALL), e transnacionalizado, eis a oportunidade de gerar mais empregos.

Ah, os 33.254 empregos somam diretos e indiretos. Não são como os funcionários de carreira da Rede (RFFSA), com 13º, fundo de garantia, poupança, férias e sindicalização em massa. E, só para variar, a “matéria” – nada além do que um release da ANTF – saiu na página 8, caderno Logística, de 3 de abril de 2008, do ilibado jornal do seu Mércio Tumelero (Jornal do Comércio, Porto Alegre). Isto porque como toda publicação do jornalismo “econômico”, trabalha com dados originais e são “objetivos”, correto?! Sim, objetivamente mataram a matemática, o contraponto, o dever de ouvir ao menos duas fontes, pôr o texto de um contexto e expor o contraditório. Verba para apurar a empresa tem, então por quê? Sujeito oculto e premissa escondida. Mais do mesmo.

Todo dia ocorre o mesmo, e não é exclusividade do porta-voz dos capitais operantes no Rio Grande. A grande mídia é porta voz do capitalismo financeiro, e a mídia especializada torna um debate estruturante dos modelos de desenvolvimento do país algo “econômico” e “técnico”. Assim tal como liquidaram a Rede Ferroviária dos brasileiros, se esforçam diariamente para exterminar o JORNALISMO e por tanto, esvaziar de conteúdo a democracia existente no Brasil.

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