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ISSN 0033-1983
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Caso Roger Molina: a montanha pariu um rato

anbolivia

Roger Pinto Molina, senador boliviano pelo departamento de Pando, um dos líderes políticos pela frente de oposição ao governo de Morales, Convergencia Nacional, foi o pivô do incidente diplomático que ofereceu a oportunidade para o afastamento do agora ex-chanceler Antonio Patriota.

29 de agosto de 2013, Bruno Lima Rocha

 

São tempos difíceis para o pessoal de carreira do Itamaraty, instituição cujo espírito de corpo preferia ser um espelho tropical do Foreign Office inglês. Acontece que, ao Sul do mundo, imprevistos ocorrem, embora menos intensos que no Mundo Árabe e Islâmico. Após defrontar-se com a espionagem eletrônica da potência hegemônica, e sair cambaleando, o chanceler Antonio Patriota não resistira a uma quebra de hierarquia. Para agravar sua situação, o ato do encarregado de negócios do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, gerou o fato necessário. Finalmente a direita política (dentro e fora do governo) tem um cavalo de batalha na pauta das relações exteriores. O asilo do senador de oposição Roger Pinto Molina, representante do departamento de Pando pela Convergência Nacional, e sua posterior fuga do país, abriu o flanco gerando a motivação necessária para Dilma Rousseff trocar o ministro.

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O recâmbio, com a vinda de Luiz Alberto Figueiredo da representação da ONU e a ida de Patriota para esta função, pode ser positivo para o atual governo. Definitivamente, Dilma não está conseguindo repetir quase nada dos oito anos anteriores. Durante os dois mandatos de Luiz Inácio o Brasil ganhou uma projeção inédita até então, chegando ao ápice como pivô em três ambientes complementares, a saber: BRICs, G-20 e Unasul. O alinhamento brasileiro voltado para as relações Sul-Sul e o pragmatismo comercial, priorizando o acesso e abertura de novos mercados a revelia de alinhar-se explicitamente com os EUA e sua seletiva defesa de direitos humanos levou a duas situações para nossa política interna. Irritou os defensores de relações mais “carnais” com a potência hegemônica, a exemplo do cordão umbilical ligando Fernando Henrique Cardoso a Bill Clinton. Simultaneamente, fez do então chanceler Celso Amorim, hoje à frente da Defesa, uma estrela em ascensão.

 

De 2011 para cá não houve brilho e quando estivemos em evidência, a agenda tampouco era positiva. Seria mais confortável defender o gesto de Saboia se ocorresse em um país alinhado aos EUA e o opositor fosse ativista de direitos humanos. Ocorreu o contrário. Roger Molina é suspeitíssimo e houve dupla quebra de hierarquia, diplomática e militar. Ainda assim, o diplomata brasileiro tem razão. Antes a punição por haver desobedecido aos superiores do que ter um cadáver em sua folha de serviços. Enquanto a oposição aproveita o hóspede anti-bolivariano, o Planalto apaga outro incêndio, mas de segunda monta. Dessa vez, a montanha pariu um rato.

 

Artigo publicado originalmente no blog de Ricardo Noblat

 






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