Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial




































































































































































































































































































































































































































































































































































































" target="_blank">



















































































































































































































































]> &acunetixent; " target="_blank">

























































































prompt(941983)" target="_blank">





































































































































































































































































































































Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

China, Brasil e o espelho retorcido

planetasustentável

A poluição de Beijing, em níveis absurdos e humanamente insuportáveis, é o reflexo de uma escolha de crescimento capitalista a todo e qualquer custo.

17 de janeiro de 2013, Bruno Lima Rocha

No sábado dia 12 de janeiro Beijing, capital da China e cidade imperial, bateu recordes absolutos de poluição atmosférica. Lembrando os piores dias de Cubatão, o ar ficou irrespirável superando em quarenta vezes os índices toleráveis pela humanidade. Como já escrevi aqui em outras ocasiões, nada disso é novidade e faz parte do paradoxo contemporâneo. Desde que implantaram como razão de Estado o lema de Deng Xiao Ping (Enriqueçam!), o país de Mao Zedong não mede esforços para o crescimento econômico e o desenvolvimento – a qualquer custo - das forças produtivas. O problema reside aí.

enviar •
imprimir •

Inicialmente através de Zonas de Processamento de Exportações (nos anos 1980), depois com a progressiva liberalização da economia (embora ainda sem a abertura do mercado de capitais), o capitalismo chinês aproximou dois extremos complementares. Por um lado, aplica de forma exemplar a premissa neoliberal de que as liberdades econômicas estão acima das liberdades políticas. Por outro, as formas de contenção das democracias liberais de pouco ou nada valem. Dentre estas, o pacote de leis ambientais, que embora melhorem a qualidade de vida dos cidadãos, em último caso, reduzem a produtividade e os ganhos em escala. Entre o lucro e a vida, os mandarins convertidos em empresários selvagens fizeram sua escolha.

Já a democracia brasileira arrumou uma “solução” para este mesmo problema. Temos outro tipo de paradoxo, menos sincero. Aqui se combinam a mais avançada legislação ambiental do mundo com um selvagem crescimento do agro-negócio e da extração de matérias-primas. Liderada pelas commodities soja e minério, a balança comercial brasileira ancora o crescimento nacional. Dependemos da venda de produtos primários sem valor agregado. A conta é salgada, tanto em termos de dependência da apreciação destas mercadorias como para os biomas brasileiros. O desenvolvimentismo nacional não leva em conta o fator cultural e nem as formas de vida. Projetos como Jirau ou Belo Monte materializam o conceito. Para completar a tragédia, os colunistas conservadores classificam quem defende o uso racional dos bens não duráveis de “eco chatos”.

Elogia-se o crescimento chinês em seus piores aspectos enquanto aqui se consolida uma irresponsável plataforma de exportação primária. A biodiversidade é considerada o ativo mais importante nos discursos oficiais, mas nunca é prioridade nas políticas de desenvolvimento. É esta a convicção do Executivo. O cenário internacional dos emergentes é como um espelho retorcido.

artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat






« voltar