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ISSN 0033-1983
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Artigos •
Para jornais, revistas e outras mídias •

O duro jogo das transnacionais e da classe operária


Esta imagem é de 1978, durante a greve metalúrgica do Grande ABC. Dois anos depois se apostava o destino do projeto político da classe operária e trabalhadora brasileira. As opções de 26 atrás resultam na agonia e passividade das lideranças dos metalúrgicos da Volks em 2006.



O comportamento dúbio e fraco do governo do ex-metalúrgico perante a crise da Volks, é o puro reflexo da ocupação de uma parcela de poder sem que o exercício deste se subordinar a nada mais do que a mera manutenção dos postos. Fica tudo como está para ser como sempre foi. Mudam-se as peças, mas as cadeiras não se alteram. Não é curiosa a história dos trabalhadores no Brasil? Quanto mais se aproximam do poder formal, mais quadros são perdidos para o redemoinho da administração da crise e simultaneamente, mais longe estão do poder direto.

A Volks joga hoje de forma pesada e dura. Mas, quando foi diferente? Não seria uma ilusão motivada por um falso pragmatismo, imaginar que uma transnacional como esta, seria “parceira” de uma proposta de um Brasil produtivo? A endemonização apenas do capital financeiro esquece-se que as empresas de capital físico emprestam e aplicam na ciranda seus recursos.

O novo modelo do Estado funciona como uma garantia das desigualdades, cada vez mais estruturais e pouco ou nada se importando com a “legalidade”. Este é o mundo real, e este é o papel que cumpre quem hoje ajuda a administrar o Brasil. Acreditem, não é discurso. Creio, apenas creio que um clássico Chicago Boy assuma o mesmo que aqui escrevo. Quando se vê só, com sua imagem e a alma refletida na gravata de US$ 300,00, um operador da ciranda, um tecnocrata das multis, assuma a forma real como “ajuda” a pôr em funcionamento a roda da sociedade.

A Volkswagen e a Anfavea estão fazendo pirraça, sequer fingem. Na desvalorização do Real, a equipe de Pedro Malan fez o que pode para disfarçar a crise mundial em função de uma reeleição já ganha no 1º turno de 1998. A bomba estourou em março de 1999 e rendeu somente um Cacciola hoje andando de Lambretta na Itália. E, FHC chegou ao segundo mandato. Agora, ao que parece, a empresa alemã não se incomoda com o efeito, nem com o nível tático – isto porque quem sabe, talvez, podendo prejudicar um de seus candidatos ao Planalto.

Ou seja, a transnacional não se importa com nada, tem suas metas, seus planos de lucratividade, põe a culpa discursiva no dragão chinês que vem por aí (e vem mesmo), suga o que pode dos financiamentos públicos para a acumulação privada (verdadeira e escamoteada função do Estado neoliberal) e ameaça um país dizendo que fechará sua fabrica símbolo no país. A luta, qualquer luta, também se ganha ou se perde no plano simbólico. O fechamento da fábrica da Volks em São Bernardo será uma destas derrotas. A derrota da atual greve, perda ainda maior.

A única solução para sair deste cheque e bater firme seria uma medida de força, como a ocupação da planta e uma disputa legal pela sua posse. Isto por um lado, por outro, o financiamento público com recursos recolhidos pelo Estado e que deveriam aportar para a melhoria da sociedade brasileira.

Definitivamente, uma vitória nas urnas não tem correlação alguma com a derrota ou avanço do poder exercido pela classe trabalhadora.

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